
quinta-feira, abril 19, 2007
Erotismo canino...
É demais pra minha cabeça!!!
Boneca inflável pra cachorro!!! (rolando no chão de tanto rir)
Fico imaginando o slogan:
"Para seu cachorro tarado; compre uma boneca inflável!" "Nos tamanhos P e G para todos os cães satisfazer."
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quarta-feira, abril 18, 2007
Revolução dos Sexos
Seguindo a idéia de que vida e arte caminham juntas. Gilberto Braga voltou as telinhas trazendo personagens bem reais em sua trama das nove! Chefes carrascos e azedos, mas com um humor refinado e inteligente, além das tiradas afiadas, que são alimentadas pelas "deixas sempre infelizes."
Mulheres arrojadas, trambiqueiras, amélias: ora fúteis, ora heroínas, ora pobres coitadas. Homens picaretas, de dupla personalidade, vingativos, ambiciosos, carentes, oportunistas e que se vendem a qualquer preço.
Mas, dentro desse inferno terrestre existem os mocinhos engomados, que são do tipo que abre a porta do carro para a companheira descer, mandam flores e são capazes de lembrar datas fundamentais para as mulheres, como o primeiro beijo, o dia do aniversário de casamento, ou que elas passaram no salão e cortaram as madeixas.
Parece que a idéia central do autor é colocar diante dos telespectadores um espelho, para que cada um sinta-se refletido nas ações e características de cada personagem. Mas, ao contrário dos habituais folhetins, os viventes da Copacabana de Braga são normais, sem exageros e afetações em demasia, pois cada um é o que é de cara limpa.
Levando a sério!
Parece que as agências bancárias têm levado a sério a história dos 20 minutos de permanência na fila de espera para ser atendido nos caixas. Ontem, fiz um teste, num banco e fiquei surpreso! Pois, quando cheguei tinham cerca de 30 pessoas (com suas dúvidas), na minha frente e quando deu cravados 22 minutos, eu já estava saindo do local, com meu bom boleto bancário autenticado.
Lógico, que antes de ir pra agência eu já havia esculachado o banco pelo SAC, pois não recebi o documento em casa e acabei perdendo o prazo para quitação em qualquer agência.
Não adianta vender maravilhas pela televisão, pois as coisas só funcionam na prática. Nesse contexto, acho que só as máquinas estragam paradas ou em uso. O restante é tudo ver pra crer!!!
Manipulações perigosas
O Hurricane passou e levou um monte de "bonna gente" pra Brasília!!! Muitos carros não alegóricos também! Basta saber qual será o final desse enredo e quem será campeão! A mídia especializada em carnaval está de olho na tal suspeita de manipulação do resultado 2007. E já falam até em CPI. Manipulado ou não! O título foi justo e merecido.
Mas, por outro lado bancar o inocente e fingir que samba e contravenção nunca andaram lado a lado é ser tolo demais nesse país.
O mecenato no carnaval sempre veio dos bicheiros, agora é que as coisas começam a mudar de mãos e passam para os profissionais de marketing que cavam possibilidades de patrocínico aqui e ali.
E, apesar de Renato Lage e o Salgueiro acreditarem que o: "Rio de Janeiro continua sendo..." muita coisa mudou e onde houver seres humanos, poder e política sempre prevalecerá os interesses dos mais fortes.
Humor necessário
Uma "tiradinha" do Casseta & Planeta, no programa de ontem, valeu por muitas palavras. Enquanto boa parte da mídia está na cola do baixinho Romário, devido ao seu miléssimo gol. Os cassetas resolveram visitar uma dona de casa (personagem) que iria comemorar a miléssima bala perdida cravada em seu barraco.
Engraçado
... como a gente é indiretamente forçado a ficar chocado com o massacre ocorrido nos EUA. Enquanto isso, no Rio o "couro come" e a cada dia novas pessoas são devoradas pela violência urbana-cotidiana-brasileira. E, ainda dizem que não temos guerras, que somos um mar de serenidade, embalado pelo jeitinho peculiar de levar à vida com alegria.
Não precisamos viver ou entrar em pânico, mas ao menos sermos um pouco mais atentos e participantes de nossa própria realidade.
Revirando o baú de memórias
Hoje, fuçando numa antiga agenda encontrei coisas de fazer rir bastante! O número de um dos meus ICQ´s, os telefones de antigos colegas de classe de uns cinco anos atrás, o endereço de um antigo e-mail e até do meu endereço eletrônico do AOL!
Realmente, o tempo passa e só quando a gente revira determinadas coisas e que é possível revisitar momentos e relembrar pessoas que passaram pela vida da gente...
sexta-feira, abril 13, 2007
O que você está fazendo?
As ações ambientais estão na moda, pois, todo mundo quer viver até a Copa de 2 mil e não sei quando!!! Imagina a situação sua Tv chega intacta lá e você não existirá mais. Preocupado com essa preocupação verde que toma a atenção e coloca em pânico toda à sociedade mecânica-moderna-industrial. Eu lanço a pergunta:
O que você tem feito para preservar a sua própria existência?
100 Anos; Sem Mangueira

"Ainda é cedo amor, Mal começastes a conhecer a vida, Já anuncias a hora de partida, Sem saber mesmo o rumo que irás tomar, Preste atenção querida, Embora eu saiba que estás resolvida, em cada esquina cai um pouco tua vida, Em pouco tempo não serás mais o que és, Ouça-me bem amor, Preste atenção o mundo é um moinho, Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos, Vai reduzir as ilusões à pó, Preste atenção querida, De cada amor tu herdarás só o cinismo, Quando notares estás à beira do abismo, Abismo que cavaste com os teus pés."
O Mundo é um Moinho - Cartola
(*)
O espetáculo não pode parar! Nem bem cessaram as primeiras críticas dos presidentes das escolas de samba carioca, a despeito das justificativas recebidas no último carnaval. E os tambores já começam a rufar e com eles as famosas polêmicas de bastidores.
A bola da vez é a estréia do documentário: “Cartola – Música para os olhos”, que narra à vida do baluarte mangueirense Cartola, que se estivesse vivo completaria 100 anos, no ano que vem.
Porém, o centenário do compositor de “As rosas não falam”, não está entre os temas favoritos da Estação Primeira de Mangueira que acerta detalhes para um enredo patrocinado, o que de certa forma mexeu com os brios dos descendentes do ilustre representante da MPB.
Que o carnaval deixou de ser amador e romântico isso já faz algum tempo! Agora vale saber até que ponto o profissionalismo deve subverter e por de lado as origens e a história de cada agremiação.
Outra idéia que perdeu força foi a do carnaval temático para o grupo Especial, em 2008, ano em que será comemorado os 200 anos da chegada da família Real, ao Rio de Janeiro. Uma prova disso é o anunciou feito pela Beija-Flor de um enredo patrocinado pelo estado do Amapá.
Com isso, entra ano e saí ano, as correntes que lutam pela preservação das raízes carnavalescas entram em choque com o “carnaval empresa.” Em que cada instituição, empresa, ou Estado busca na imagem das escolas de samba, o reflexo de sua própria missão perante a opinião pública e a mídia.
A evolução do carnaval tornou-se um caminho sem volta, há muita gente envolvida e que depende da existência das empresas carnavalescas, que geram empregos diretos e indiretos, entretenimento e shows que são exportados durante o ano todo.
Não há como negar a importância do carnaval carioca para as divisas do país e até da região do Vale do Paraíba. Pois, o préstito mais famoso das bandas de cá, realizado em Guaratinguetá conta com um time de profissionais importados do Rio e de São Paulo.
Como o objetivo não é agradar e sim arrebatar títulos e permanecer viva e competitiva no restrito e disputadíssimo clã das agremiações especiais, cada uma dá seu “pulo” e paga o preço de suas escolhas, assim como na vida, que imita cada vez mais a arte.
A bola da vez é a estréia do documentário: “Cartola – Música para os olhos”, que narra à vida do baluarte mangueirense Cartola, que se estivesse vivo completaria 100 anos, no ano que vem.
Porém, o centenário do compositor de “As rosas não falam”, não está entre os temas favoritos da Estação Primeira de Mangueira que acerta detalhes para um enredo patrocinado, o que de certa forma mexeu com os brios dos descendentes do ilustre representante da MPB.
Que o carnaval deixou de ser amador e romântico isso já faz algum tempo! Agora vale saber até que ponto o profissionalismo deve subverter e por de lado as origens e a história de cada agremiação.
Outra idéia que perdeu força foi a do carnaval temático para o grupo Especial, em 2008, ano em que será comemorado os 200 anos da chegada da família Real, ao Rio de Janeiro. Uma prova disso é o anunciou feito pela Beija-Flor de um enredo patrocinado pelo estado do Amapá.
Com isso, entra ano e saí ano, as correntes que lutam pela preservação das raízes carnavalescas entram em choque com o “carnaval empresa.” Em que cada instituição, empresa, ou Estado busca na imagem das escolas de samba, o reflexo de sua própria missão perante a opinião pública e a mídia.
A evolução do carnaval tornou-se um caminho sem volta, há muita gente envolvida e que depende da existência das empresas carnavalescas, que geram empregos diretos e indiretos, entretenimento e shows que são exportados durante o ano todo.
Não há como negar a importância do carnaval carioca para as divisas do país e até da região do Vale do Paraíba. Pois, o préstito mais famoso das bandas de cá, realizado em Guaratinguetá conta com um time de profissionais importados do Rio e de São Paulo.
Como o objetivo não é agradar e sim arrebatar títulos e permanecer viva e competitiva no restrito e disputadíssimo clã das agremiações especiais, cada uma dá seu “pulo” e paga o preço de suas escolhas, assim como na vida, que imita cada vez mais a arte.
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Tecla Sap: Em minha opinião uma das cenas mais emocionantes do filme Cazuza e quando ele canta: "O mundo é um moinho", diante de sua mãe.
quinta-feira, abril 12, 2007
O que fazer?

Acabaram todos os chocolates que eu ganhei no domingo passado!
O que faço agora?
( ) Compro mais nas Lojas Americanas
( ) Faço um bolo de chocolate
( ) Aproveito pra intensificar o regime
( ) Supro minha falta de serotonina com exercícios físicos
( ) Supro minha falta de serotonina com sexo
( ) Sexo com pessoa conhecida
( ) Rezo um pai nosso e três ave marias
( ) Faço yoga
( ) Evoco a serenidade através de um mantra
( ) Aproveito a deixa e compro um manual do kamasutra
( ) Ou viro pro lado e durmo fingindo pra mim mesmo que estou com dor de cabeça
O bicho que pega!!!
- Diz o ditado que quem não gosta de samba: "bom sujeito não é"! E não é que meu amigo foi mordido pelo bicho. Depois de participar da temporada 2007, da Vai-Vai ele já está se preparando e cheio de curiosidade pra saber o que acontecerá no próximo ano.
- Depois de ficarem amotinados os controladores de vôo pediram perdão à sociedade brasileira. Um belo gesto, mas e o caos pelo qual passaram os usuários? Esse como diria aquela propaganda: "não tem preço."
- Caríssima: a versão 2007 da Skol Beats é um chute no saco de qualquer mortal! Apresentada em duas noites a festa promete, mas o rombo nos cofres dos "antenados" está bem salgado!
- Jump: Simplesmente o luxo!!! kkkk O CD mais DVD, da Cantora Madonna está simplesmente fantástico. Confessions Tour reúne em suas faixas e exibe em suas imagens performances excelentes tanto da cantora quanto de seus bailarinos que subestimam às leis da gravidade.
- Túnel do Tempo: a moda de visitar as criaturas que jazem no limbo trouxe de volta um projeto bem interessante! As festas de retrospectiva da Haddock, uma danceteria que surgiu em São José dos Prédios, em meados da década de 90 e faleceu nos primeiros anos desse milênio.
No ambiente conviviam: miameiros (jovens que dançavam passinhos e curtiam Steve B., Cover Girls, entre outros), boyzinhos e os que curtiam os primeiros sons undergrounds e eletrônicos que chegavam na região.
Tudo isso, acontecia nas domingueiras que eram agitadíssimas e infernais de tão quente. O momento cult da noite era quando tocava o hit: "Show me", que fazia surgir no telão, as Cover Girls com suas jubas a "la mexicana" e na pista um amontoado de pessoas se esprimiam pra seguir as coreografias.
Outro momento nostalgia era o "Slow dance", uma oportunidade para a azaração, ou simplesmente dançar o famoso: "dois pra lá", "dois pra cá", ao som de "Foolish Beat", da cantora Debbie Gibson, que por sinal foi uma das músicas mais executadas nas noites "haddoquianas."
Além disso, rolava Billy Idol, Snap, Two Brother on the fourth floor, La Bouche, Cidade Negra, Skank, uma verdadeira salada etnica-cultural-musical que convivia em plena harmonia. Pois cada um tinha o seu espaço até algumas drag queens que pisaram o palco da casa e mostraram suas perfomances.
- 300: pra encerrar o feriado de Páscoa na São José das Moscas, fui assistir a película dos 300 bravos espartanos com suas capas rubras, ou talvez escarlates! Fúcsias eu sei que não eram, mas enfim! Eu gostei bastante do que vi. O rei Xerxes parecia mais um destaque carioca de tanto dourado e seus carros, que pareciam abre-alas de escola de samba. Em resumo, o filme tem bons efeitos, boa trilha-sonora, atores principais e coadjuvantes bem comprometidos com a causa, o que resultou num bom trabalho final.
Nem me lembra mais!!!
Finalmente...
encontrei o caminho de volta ao meu blog!!! kkkkkk
É sempre bom retornar! Como diria meu amigo Korn: "ao blog que você nunca atualiza."! risos
Eu nem lembrava mais da senha de acesso e são tantas senhas nessa vida, que tem hora que a gente mesmo torna-se uma!
Mas, o importante é de certa forma participar...
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
A princesa Nilopolitana
Foto Terra"É ela Maravilhosa e soberana, De fato nilopolitana, Enamorada desse meu país, É ela A Deusa da passarela Razão do meu cantar feliz, É ela Um festival de prata em plena pista, É o sorriso alegre do sambista, Ao ecoar do som de um tambor ôô Beija-Flor minha escola, Minha vida, meu amor."
Samba Exaltação - Neguinho da Beija-Flor
(*)
Após rufarem por duas noites na Sapucaí, os tambores misturados com sons de lira, frigideiras, caixas de drops e tamborins cessaram suas vozes para descobrir quem seria a nova campeã do carnaval carioca.
No ano em que o continente africano ditou à moda nas passarelas do SPFW, ele também marcou forte presença nos enredos narrados pelas representantes da elite do samba. E não poderia ser diferente! Á África em azul e branco, parafraseando meu amigo Pavão venceu o carnaval e mostrou que a princesa nilopolitana só tem doçura no seu gingado, porquê em seu sangue corre a força e a vitalidade de seus ancestrais.
Um resultado inquestionável! Um título mais merecido do que o conquistado em 2005! E depois de vencer o sufoco da apuração, tida como ganha pela Mangueira logo após a leitura das primeiras notas, a "Deusa da Passarela", mostrou que está viva e sempre disposta a lutar por seus objetivos.
Vale lembrar que a escola teve duas fases marcantes: a do carnavalesco Joãozinho 30, que revolucionou a estética dos desfiles com suas criações mirabolantes. Entre seus devaneios criativos: um carro alegórico entrando de costas para à passarela, sem destaques.
Vale lembrar que a escola teve duas fases marcantes: a do carnavalesco Joãozinho 30, que revolucionou a estética dos desfiles com suas criações mirabolantes. Entre seus devaneios criativos: um carro alegórico entrando de costas para à passarela, sem destaques.
A segunda transformação aconteceu a partir de 1998, quando a escola rompeu com a idéia de um carnavalesco único assinando o enredo e criou a Comissão de Carnaval. O mentor da comissão é Laíla, cria do morro do Salgueiro.
O experiente carnavalesco apoíado em sua comunidade dão o tom dos enredos da agremiação, que nos últimos anos especializou-se em remontar temáticas históricas com forte influência de elementos folclóricos, étnicos e culturais.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Enfim Sapucaí: Duelo de Titãs






"Olodumarê, o deus maior, o rei senhor, Olorum derrama a sua alteza na Beija-flor, Oh! Majestade negra, oh! mãe da liberdade, África: o baobá da vida ilê ifé, Áfricas: realidade e realeza, axé, Calunga cruzou o mar, Nobreza a desembarcar na Bahia, A fé nagô yorubá, Um canto pro meu orixá tem magia, Machado de Xangô, cajado de Oxalá, Ogun yê, o Onirê, ele é odara."
Cláudio Russo, J. Velloso, Gilson Dr e Carlinhos do Detran - Beija-Flor - 2007
(*)
Depois de uma noite preparatória, eis, que as escolas de samba carioca resolveram de fato dar suas cartas e abriram o jogo tradicionalmente no segundo dia dos desfiles.
À primeira a pisar o solo mágico da Sapucaí foi a Porto da Pedra, que narrando o primeiro enredo sobre a África da noite, fez uma apresentação razoável alimentada por um samba-de-enredo cansativo de ouvir, pois, o tom baixo reforçou o clima de lamúria inicialmente proposto pelas alegorias e fantasias.
Surpresa - Se alguém tinha dúvidas sobre a força da Unidos da Tijuca após a saída de Paulo Barros, a resposta veio num divertido enredo sobre a fotografia. A atual dupla de carnavalescos da agremiação mostrou que a presença do "mago das revoluções" foi importante. Porém que navegar era preciso e melhor também! Com isso, a nação Tijucana cresceu na avenida, mostrando um diferencial importante um melhor cuidado com o acabamento das alegorias, fato que não é o forte de Barros.
Pinto no Lixo - Narrando um dos temas que mais conhece e sabe tratar: a raça negra. O Salgueiro deu um banho de axé e brindou o público com a melhor apresentação dos últimos anos. O enredo Candaces colocou a escola na lista das favoritas e mostrou que Renato Lage, antes conhecido como o high tech, superou sua fase Mocidade Independente e está preparado para ser novamente campeão.
Vitórias Internas - A Portela mostrou que a Sapucaí 2007, tornou-se um palco de reconciliação. Com duas vitórias internas significativas: a volta de Wilma Nascimento e a escolha do samba-de-enredo de Diogo Nogueira, filho de João Nogueira, como o hino para a apresentação da águia. A escola de Madureira selou um pacto com suas dívidas do passado e mesmo que não conquiste o seu 22º título, os baluartes terão muito o que comemorar.
Meio termo - Sem usar a emoção como tônica de seus desfiles, a Imperatriz e a Grande Rio passaram sem causar impacto, mas deixaram a maneira de cada uma, sua marca no carnaval 2007.
A saga do bacalhau cantada pela Imperatriz mostrou que a escola com dinheiro funciona bem melhor e abusando dos tons cítricos e avermelhados deu vida aos deuses nórdicos e seus vários seres mitológicos.
A história do munícipio de Duque de Caxias passou de forma agradável na avenida. O ponto alto da apresentação ficou por conta da comissão-de-frente coreografada por Renato Vieira.
Perfeita - Com uma mescla bem dosada de elementos rústicos e luxuosos, a Beija-Flor encerrou as apresentações do carnaval deste ano. Entre seus destaques, estão a alegoria do Maracatu Elefante Branco, as pretas-velhas do carro que relembrou Agotime, a fundadora da Casa das Minas de São Luís do Maranhão e a personificação da orixá Oxum, no carro que homenageou a Tia Ciatá: a mãe do samba.
Vox Populi - Basta saber agora como os jurados interpretaram cada informação e analisaram os detalhes, efeitos e defeitos de cada agremiação. Segundo a enquete do carnaval Globeleza, na opinião do público a Portela fez a melhor apresentação.
Mas, a opinião dos telespectadores fica no campo da identidade com o tema e empatia com a agremiação. Um fato que me deixou perplexo e que na mesma pesquisa, a Tijuca foi apontada como uma das candidatas ao rebaixamento ao lado da Porto da Pedra.
De todos os enredos desfilados na Sapucaí creio que o da família tijucana seja o mais simples, divertido e de rápida indentificação e aceitação. Mas, como diria J30: "quem gosta de pobreza é intelectual."
Legados - Por mais um ano, as escolas de samba trouxeram para a atualidade importantes momentos da história da humanidade e de certa forma contribuíram em muito para a veiculação e divulgação desses contextos que servem de referencial temático e base para outras pesquisas.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Enfim Sapucaí





"A história do samba mudou, Bateria diferente, olha o toque do agogô, No primeiro destaque e na comissão, As novidades verde e branco, meu irmão."
Arlindo Cruz, Maurição, Aluízio Machado, Carlos Sena e João Bosco - Império Serrano 2007
(*)
Depois de um ano de muita espera, eis que os primeiros tambores ecoaram na noite de ontem na Sapucaí. E através de cada bossa, convenção e paradinha a esperança de cada agremiação em brilhar e encantar o público durante 80 minutos.
O carnaval 2007 está bem diferente dos anos anteriores, pois as favoritas não levam muita vantagem em relação as "primas pobres." O que está em jogo não são apenas o título de campeã e uma vaga no desfile do próximo sábado e sim a própria permanência na elite do carnaval carioca.
Armas - Para a renascida das cinzas Estácio de Sá, a reedição foi a tábua de salvação e principal trunfo para seduzir jurados e os presentes nas arquibancadas. Sob a coordenação artística de Paulo Menezes, a agremiação deu show de bom gosto e acabamento nas alegorias e adereços. Com destaque para os guerreiros de Terra Cota e a réplica da estátua da Liberdade revestida de pastilhas de chiclete.
A representante da Serrinha realizou o melhor desfile dos últimos anos. Isso mesmo, o Império Serrano afastou a má impressão e soterrou os anos sombrios. Graças as inovações em sua diretoria e a presença de Jack Vasconcellos, que com seus 29 anos de idade, mostrou que competência não tem limite mínimo de idade, dando aos imperianos uma homenagem digna para quem está completando 60 carnavais.
Os versos de Camões tornaram-se cansativos ao longo da apresentação da Mangueira. Apesar da imponência, do visual e do jeito "Max Lopiano" de ser verde e rosa. A escola foi ficando pelo caminho. A comissão-de-frente de Carlinhos de Jesus foi o melhor momento da agremiação, que apesar de não empolgar pela emoção, talvez volte a Sapucaí no desfile das campeãs, devido ao luxo apresentado.
Inovação - Ao falar de jogo, a Viradouro, agora de Paulo Barros mostrou que deu carta branca ao artista que limpou visualmente a escola. Sem muitos destaques, sem muitos adereços a agremiação veio "clean", para o sambodromo.
As alegorias simples do artista abusam do material humano que são os responsáveis por preencher o branco e dar vida as formas objetivas do carnavalesco. Uma das assediadas no período pré-carnaval surpreendeu em alguns momentos, mas não foi a grande sensação da noite até porque o jeito Barros de fazer carnaval está se alastrando e tudo que virá popular, às vezes, perde a graça.
O artista Alex Souza foi buscar inspiração para o seu carnaval, nos artistas que fizeram ao longo dos anos, a cara da verde e branco de Padre Miguel. E o resultado foi um desfile agradável e o melhor desde 1999. Perdida num vale de sombras e mofando no limbo carnavalesco, a Mocidade Independente de Padre Miguel lutou bravamente pra mostrar que ainda está viva e embalada por suas paradinhas animou seus fiéis torcedores.
Técnica - A Vila Isabel mostrou que está preparada para segurar o título de campeã pela segunda vez. Com um desfile técnico, luxuoso e tecnológico, a escola do bairro de Noel disse com todas as letras a que veio. E apesar da troca de farpas entre seu carnavalesco e Laíla, um dos mentores da Beija-Flor, a Vila parece estar adquirindo uma nova cara de fato, baseada não em um estiloso próprio e sim na coleta de informações presentes no atual carnaval.
Destaques - A apresentação mais emocionante ficou por conta do Império Serrano, O luxo por conta da Mangueira, Vila Isabel e Estácio de Sá, a técnica veio pelas mãos da Mocidade. E a criatividade mais uma vez foi a marca de Paulo Barros, apesar de que em termos plásticos a escola seja irregular.
domingo, fevereiro 18, 2007
Segunda Noite: Banho-maria








Fotos UOL
"Conquistando o espaço, Vi que a Terra é azul...Azul celestial, Contemplei sua beleza, Descobri um paraíso divinal."
Marcelo Dias, Silas Augusto, Márcio Bueno, Ricardinho e Baqueta - Rosas de Ouro - 2007
(*)
Com um belo trabalho de esculturas a Pérola Negra abriu na noite de ontem, o segundo dia dos desfiles das escolas do Grupo Especial de São Paulo.
Porém, a agremiação passou por alguns problemas técnicos e a inversão da posição da segunda alegoria que veio após o último carro, pode comprometer a pontuação da representante da Vila Madalena.
Destaques - Sob nova direção, a Vai-Vai trouxe diretamente do Bixiga seu novo visual, com muito plástico e a apresentação nervosa de Ivy que juntamente com a comissão-de-frente abriram o desfile da Saracura.
Tingida de azul celestial, a Rosas de Ouro trouxe o enredo "Tellus Mater", que deu ao Anhembi um ar romântico representando pela alegoria em que o Deus Céu fecunda a Deusa Terra. Outro destaque foi a comissão-de-frente que com sua teatralização é um espetáculo emocionante.
Prima Pobre - A Mancha Verde soltou mais uma vez suas feras retratando o Apocalipse. O desfile desse ano foi modesto em relação aos anos anteriores, mas a escola mandou bem seu recado carnavalizando mais um trecho da Biblia Sagrada.
Bateria - Com um enredo "chatinho e óbvio", a Águia de Ouro usou um recurso ousado para sacudir as arquibancadas -- a bateria virou o coringa da escola que se jogando nos braços do público contagiou os presentes com suas coreografias e convenções.
Transmissão - Nem com reza brava a coisa vai! Por mais um ano, o carnaval Globeleza versão paulistana deixou muito a desejar! Os comentaristas se comportam como espectadores e comem bola o tempo todo. Ao invés de contarem o desenrolar do enredo ficam comentando as cores, a forma e os detalhes das fantasias.
A sorte dos telespectadores que boa parte deles conhece o que a escola está apresentando, pois se ele for esperar aprender alguma coisa na hora estaria literalmente na "roça".
Favoritas - Depois de um carnaval morno, não precisa ser nenhum gênio pra adivinhar quem são as favoritas ao título de 2007. Na sexta, Império de Casa Verde e Nenê de Vila Matilde. Já na noite de ontem, carimbaram seu passaporte: a Vai-Vai pela criatividade; a Rosas de Ouro por sua beleza plástica e por ter contado o melhor enredo e a Mocidade Alegre por sua leveza e garra.
Rebaixamento - Encabeçam a lista das menos favorecidas: Tom Maior, Pérola Negra e Imperador do Ipiranga. Infelizmente abrir o carnaval é uma tarefa complicada e ter problemas técnicos num carnaval em que a maioria está na média torna qualquer deslize um fator determinante.
Carnaval 2008 - Sem querer comparar São Paulo com o Rio de Janeiro, mas está na hora de aumentar o tempo de desfile e o número de alegorias, pois não é fácil retratar de forma interessante um enredo tendo tão pouco espaço para os cenários.
sábado, fevereiro 17, 2007
Primeira Noite: Morna
Vila Maria - Fotos UOL
Império de Casa Verde - Fotos UOL"Meu tigre guerreiro, Mostra ao mundo teu império a sua coroa, Tirando onda de rei do samba, de peito aberto e pé no chão, E as cores do céu no coração."
Júnior Marques, Raphael do Império e Carlos Júnior (Império de Casa Verde - 2007)
(*)
Numa noite de sambas mornos, as escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo levaram para o Anhembi, os sete primeiros enredos de 2007.
O que mudou no carnaval paulistano? Muita coisa! Pela primeira vez, a vista aérea das agremiações mostraram que o trabalho de harmonoia melhorou bastante e que os componentes já formam um enorme mar tingido pelo colorido de suas fantasias.
Alegorias - Outra evolução que vale destaque é o das alegorias, os carros cresceram bastante e melhoraram no acabamento. Me lembro que em 1999, ano que as alegorias tiveram seu primeiro grande "boom" muitos quebraram já na concentração.
Favoritas - Os sambas não ajudaram muito! E apenas três das setes escolas promoveram momentos lúdicos ao espetáculo: Império de Casa Verde pelo luxo; Vila Maria pela empolgação e Nenê de Vila Matilde por reviver os antigos carnavais e emocionar o público com sua homenagem a João Saad, o responsável pelo sucesso do grupo Bandeirantes de Comunicação.
Menos cansativo - A Liga das Escolas de Samba promoveu no carnaval passado a queda de quatro agremiações e a ascenção de apenas duas. Com isso, o cansativo desfile paulistano tornou-se esse ano um pouco mais leve para quem acompanha e por consequência para o componente também.
Bastidores - Vale comentar o trabalho de bastidores do Anhembi que promoveu um rápido trabalho de concentração e dispersão das agremiações. O pouco intervalo entre cada apresentação ajudou a não esfriar o público.
domingo, fevereiro 11, 2007

"Um Brasil feito à mão, Um só coração - liberdade! Da emoção eu faço a arte, Em verde e branco, com a Mocidade."
Toco (in memorian), Rafael Só (in memorian) e Marquinho Marino - (Mocidade Independente de Padre Miguel -2007)
(*)
Bom carnaval pra todos!
Pra quem for amar: "camisinha"!
Pra quem for meditar, orar, rezar e afins: "perseverança"!
Pra quem for viajar: "juízo"!
Pra quem for desfilar: "garra e compromisso"!
E isso aí! Piêrros, arlequins e colombinas vistam suas fantasias e se joguem, mas nunca se esqueçam que a vida não acaba numa noite de carnevalle.
"Filosofiando"
"Sou rei, sou luar, Na vida eu tudo e nada, la laiá láVira, brinca em três dias, E cai de quatro na folia, Não venha agora me sacanear, Levando o meu samba pra lá, Que ontem era popular, Já joguei minha tristeza, iaiá, Nas ondas de prata do mar, Ô ô ô ô ô ô, canto q saudade que ficou, ficou, O morro desce, me alucina, Fazendo o mundo girar."
David Corrêa e Jorge Macêdo - (Vila Isabel -1986)
(*)
Depois de um final de semana de muita informação, atividades e coisa e tal, eis que surge o domingo com sua cara nebulosa e chuvosa, praticamente um convite a ter com Morfeu.
O dia está convidando a cometer o doce pecado da pregüiça, não necessariamente associado a outros pecados como a gula e a luxúria, mas enfim é isso aí! E assim caminha a humanidade, de guarda-chuva, guarda-sol, a pé, de ônibus, de carro ou até mesmo as custas de algum iludido, inocente ou acomodado.
Pois, nesse mundo há de tudo!
E é essa riqueza de discursos que ora me seduzem, ora me estressam. Mas, na maioria das vezes me fazem observar, abstrair boa parte das coisas e seguir levando comigo o que realmente vale a pena.
Papo doido não?
(*)
Enfim é carnaval na terra da Bunda! E quem não tem bunda desbundado é! Por isso, a ciência sempre preocupada com a inclusão nadegal desenvolveu próteses para esses excluídos: "Viva a Bunda", "Bunda para todos."
Então, quer dizer que na praça da apoteose existe a maior bunda do Brasil? E que bunda!
Segundo Ziraldo, Valéria Valenssa tem a bunda mais bonita do país! Também concordo com ele! E quem não vê cara! Contente-se com a Raimunda, lembram dela? Aquela mesma, que era feia de cara e boa de bunda!!!
(*)
De que vale a vida sem bons momentos?
Penso que nada! Por isso, tento, mas nem sempre consigo fazer de pequenos momentos, grandes recordações. Pois, da vida a gente leva o que a gente plantou, regou e colheu durante nossa passagem por aqui...
(*)
Se um dia eu tivesse a chance de fazer como fez Artur Bispo do Rosário: bordar um manto (inventário) com todas as coisas que eu levaria pro céu, o que estaria nessa vestimenta?
REFLETINDO A RESPEITO...
Acho que não vou chegar a bordar um manto, até porquê a idéia já é do artista, que foi considerado louco. Mas que depois virou objeto de estudo e alvo da consagração por seu legado, enquanto produção de arte inovadora e inspirada em seu inconsciente.
Chega de "filosofiar" por enquanto...
sábado, fevereiro 10, 2007
Rapidinha sem tirar de dentro!

"Marmelada de banana, bananada de goiaba, Goiabada de marmelo, Sítio do Pica-Pau amarelo, Sítio do Pica-Pau amarelo, Boneca de pano é gente, sabugo de milho é gente, Sol nascente onde é tão belo, Sítio do Pica-Pau amarelo, Sítio do Pica-Pau amarelo."
Gilberto Gil
(*)
Depois de dois meses sem pisar no solo da terra do "Era uma vez", eis que estive em Taubatexas para rever o povo da faculdade e meus amigos da Comunicação Social. O cenário era de plena reforma, as coisas sempre são assim, melhoram depois que você não está mais lá! risos
O clima foi de reencontro, uns engordaram, outros emagreceram, alguns mudaram o visual, outros permanecem como são: salada de chuchu acompanhada por um copo de água.
O ensaio rápido para a colação de grau serviu pra que todos matassem um pouco das saudades e também como preparação para o grande dia: o baile de formatura.
O figurino para os homens será aquela cafonice de gravata borboleta azul com faixa na cintura. Para as mulheres à liberdade dos longos, mas tudo que é livre se torna subjetivo e perigoso demais, já que bom gosto não se compra, alguns até aprendem a ter com o tempo, mas enfim... como diz o ditado o importante é ser feliz!!! risos

"Ando devagar porque já tive pressa, E levo esse sorriso porque já chorei demais, Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, Eu nada sei."
Almir Sater e Renato Teixeira
(*)
O debate que permeou meus contatos mundanos desta semana foram os gestos de cidadania e educação. Pelo que parece e eu já tinha meio certeza disso, a educação e a gentiliza são moedas de peso na atualidade e valem ouro.
De que vale os projetos sociais demonstrados a exaustão pelo governo como tábuas de salvação, enquanto o povo continua de olhos fechados e vivendo na lei do Gerson?
Salve-se quem puder!!! E parafraseando uma das melhores pessoas que já entrevistei até hoje, o professor Baroni: "hoje, os pais criam os filhos para serem espertos."
domingo, janeiro 28, 2007
Pudim de Leite Condensado
"Spente le stelle, Col pallido raggio di luna, Piange l' amore, Che si lancia come l' onda poi se ne va, Vuota, la notte, E la sua speranza breve, Ora sgorga l' amaro pianto, Un cuor ferito, disperato passa qua."
Gastone di Murta/ Mari-Ange Chapelain
(*)
Hoje acordei com um dilema! Como desenformar um pudim sem quebra-lo? Ah! Se todos os dilemas fossem fáceis assim, a vida por consequência seria mais simples e mais doce, disso eu tenho certeza!!!
Basta olhar pra si mesmo ou para o lado para perceber que os dilemas caminham a passos mais rápidos que a humanidade e a maneira que avançamos mais, queremos cada vez mais também. E por mais engraçado que possa parecer queremos o óbvio, mas o óbvio não está nas prateleiras dos hiper, super, ômega supermercados. E sim, dentro de cada um de nós!!!
...
Dia desses, um amigo me confessava uma reflexão a respeito das dúvidas que tinha sobre a velha teoria de que "todos têm a sua tampa da panela." O que afligia ele é que talvez ele não fosse uma panela, logo não teria uma tampa.
Complicado prever se somos panelas, ou frigideiras, pois as frigideiras não necessitam de tampas e sua função social é apenas fazer coisas rápidas, logo, ela vive apenas relações superficiais e constantes, pois quem gosta de frituras vai sempre utiliza-lás.
...
E o que tem a ver o pudim com isso?
Bem, as panelas para preparar pudins vivem uma estranha relação a três: panela, tampa e forma. Um triângulo amoroso necessário, ou um relacionamento aberto?
É preciso muita maturidade pra assumir uma relação assim! Não pode haver nem uma pitada de ciúmes, nem de possessão e se deixar passar a medida de um fermento especial chamado "cobrança" aí é que a coisa vai engrossar!!!
Enquanto desenformo esse pudim mil coisas passaram pela minha cabeça!!! Vixi! Como é complicado pro ser humano administrar a si mesmo, enquanto, insiste em buscar suas respostas nos outros e se esquece de untar sua própria forma e de buscar novos ingredientes para que esteja cada vez mais completo e inteiro. Pois somente assim, ele estará pronto para se tornar uma receita inesquecível, em todos os sentidos...
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Descabaçando-me a mim mesmo!!!
"Graças a Deus, Minha vida mudou, Quem me viu, quem me vê, A tristeza acabou, Contigo aprendi a sorrir, Escondes o pranto de quem, Sofreu tanto, Organizaste uma festa em mim, É por isso que eu canto assim."
Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito
(*)
Eu nunca pensei que fosse falar de amor nesse espaço, mas enfim...não que eu esteja amando, longe de mim sofrer do mal que já matou muitos por aí. Mas, quando penso na coisa amor (na atualidade), resumo tudo nessa letra do Frejat:
Segredos
Eu procuro um amor
que ainda não encontrei
diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir
uma razão para viver
e as feridas dessa vida
eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre
numa fila de cinema
numa esquina
ou numa mesa de bar
Procuro um amor
que seja bom pra mim
vou procurar,
eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
pra que ela não tenha medo
quando começar a conhecer
os meus segredos
Eu procuro um amor
uma razão para viver
e as feridas dessa vida
eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje
sem saber o que falar
mas eu disfarço
e não saio sem ela de lá
Procuro um amor
que seja bom pra mim
vou procurar,
eu vou até o fim
E aos que estão amando eu desejo sorte e muita paciência...
domingo, janeiro 21, 2007
Tudo por um celular - Quinta Parte
"Alô ... Tô ligando pra saber como você está, Eu `tava à toa e por isso resolvi ligar, Pra contar que sonhei com você, Alô ... É tão bom ouvir de novo a sua voz, Apesar da distância que há entre nós, Tem uma coisa que eu preciso dizer: Na verdade eu liguei, Esse sonho inventei pra te ouvir, E pra contar que chorei, E a solidão tava doendo em mim."
Chitãozinho e Xororó
(*)
Consumidor
Quinto Capítulo: A nova geração
Aparelho escolhido, cadastro preenchido. Agora era aguardar o passo a passo do "Meu pedido." Seu pedido foi cadastrado com sucesso! Seu pedido foi faturado com sucesso! Seu pedido está concluído com sucesso! Você é um sucesso com sucesso! E ao receber o seu pedido que foi cadastrado, faturado e enviado com sucesso você deve ligar para um de nossos atendentes no número XXXX, depois tecle X, depois tecle Y e não se esqueça de avaliar a qualidade do nosso atendimento.
Eis, que depois de uma semana de espera surge uma caixa de Sedex em minha frente. Depois de observar o aparelho colocar a bateria! É hora da primeira carga. Em algumas horas, começaria o festival de desculpas. Enquanto isso, o aparelho inerte! Nem recebia e nem fazia ligações.
Primeira ligação:
- Senhor você precisa colocar créditos na linha!!!
TECLA SAP: Novidade!
Segunda ligação:
- Senhor não precisa ligar para a central, pois o seu celular é de cartão!
TECLA SAP: Então, porque no sistema de acompanhamento de pedidos pede para ligar para a Central de Relacionamentos?
Terceira ligação:
- Senhor não precisa ligar para a central, e as recargas levam até 24 horas para serem reconhecidas pelo sistema!
TECLA SAP: Me engana que eu gosto!
Quarta ligação:
- Senhor aconteceu um problema em todas as torres dessa região, por isso, o senhor nao consegue efetuar ligações. O problema deverá estar sendo solucionado por volta das 23h59.
TECLA SAP:
FODA-SEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
(*)
Pausa!
Fui pra academia, toquei o F, contei até 10 e acendi uma vela pro meu anjo da guarda!!!
(*)
Não contente com a situação, liguei mais duas vezes. Na primeira o atendente foi super interessado e fez vários procedimentos que não resolveram nada, mas demonstraram vontade de ajudar pelo menos. O segundo foi no ponto X do problema e achou a causa da mudez do aparelho. Porém, como já era 21h, o povo responsável por resolver o assunto já tinha ido embora.
Antes de amanhecer eu já tinha pego minha viola e colocado na sacola. Lá vou eu ligar mais uma vez para a central. Ciente do problema pelo qual estava passando fui direto na ferida.
Ligação de Número, sei lá qual:
- Olha! O meu celular está com o seguinte problema e você poderia resolver para mim?
- Senhor! Não estamos habilitados a resolver esse problema, portanto, o senhor deverá estar se encaminhando a uma loja física de nossa empresa para que o atendente faça os ajustes necessários.
TECLA SAP E CLOSE CAPTION:
- A essa altura minha paciência já estava sei lá onde!
Finalmente, o atendente fez os ajustes necessários e o aparelho voltou a receber a fazer ligações. Mas, o melhor estava porvir um e-mail mal criado aguardava a empresa!!! hahhahahahahahahahahahahaha (risada maquiavélica).
A grande questão era:
Como uma empresa cria um procedimento eletrônico para compras virtuais que são a sensação do momento no mercado dos negócios e seus empregados não seguem o procedimento?
Só sei que a coisa esquentou: recebi um e-mail homérico e depois uma ligação da central querendo saber todos os pontos negativos do atendimento dado pela empresa.
Essa relação empresa x cliente é algo engraçado, pois o mercado está cheio de gente querendo consumir, um monte de empregos insatisfeitos empurrando com a barriga e por outro lado uma empresa querendo mantér sua imagem competitiva, com credibilidade e qualidade.
Durma com um barulho desses!!!
Por fim
Estou com meu celular de volta, depois de tanto brigar, passar raíva e discutir. Tudo isso, por um celular!
The end
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Tudo por um celular - Quarta Parte
"Alô, alô, marciano, Aqui quem fala é da Terra, Pra variar estamos em guerra, Você não imagina a loucura, O ser humano ta na maior fissura porque, Tá cada vez mais down o high society."
Rita Lee - Roberto de Carvalho
(*)
Consumidor
Quarto capítulo: Bills, Bills, Bills
Com o aparelho em mãos, agora era o momento de encontrar o tal endereço citado na carta. Procurei na lista telefônica e nada! No 102 e nada. Até que me lembrei de uma frase celebre dita por um professor: “Depois do advento da internet.” E foi no Google que encontrei o que procurava.
O tal endereço era em Jacapal City, porém como a semana era de recesso no Fórum, os advogados aproveitaram pra tirar umas férias, com exceção do bravo Alípio. Apenas o Alípio estava trabalhando no prédio.
“Eu sou o único burro que trabalha aqui.”
Proferiu em meio a risos: o bravo Alípio.
O tal endereço era em Jacapal City, porém como a semana era de recesso no Fórum, os advogados aproveitaram pra tirar umas férias, com exceção do bravo Alípio. Apenas o Alípio estava trabalhando no prédio.
“Eu sou o único burro que trabalha aqui.”
Proferiu em meio a risos: o bravo Alípio.
Prazo
Eu tinha até o dia 8 de janeiro para receber o dinheiro de volta, mas pelo jeito as coisas que já não estavam boas iam continuar estagnadas. Até que num insight resolvi escrever para os endereços de e-mail contidos na carta.
O primeiro e-mail voltou!
O primeiro e-mail voltou!
Resolvi arriscar o outro endereço de uma advogada de São Paulo. Esse sim, foi respondido algumas horas depois!
Resultado: tirei a advogada das férias só pra pagar minha indenização! Tudo foi resolvido no mesmo dia, nos falamos por telefone e marcamos um encontro no Procon, onde encerrei o processo e fiquei feliz da vida com meu dinheiro de volta.
(*)
Aproveitei pra fazer um tour pelas lojas e pesquisar os aparelhos do momento. Só que dessa vez não queria nada de outro mundo. Meu falecido tinha mp3, rádio, Tv, máquina fotográfica, som polifônico, um display do tamanho de um celular e quando aberto ele era quase um telefone sem fio! risos
Agora, eu queria algo só pra falar mesmo!!! O foda que celular nem adianta pesquisar, a coisa é tabelada. Então, você vai de lá pra cá, daqui pra lá! E tudo é igual, a única diferença é a cara e o humor de quem te atende.
De volta ao advento da internet me simpatizei com um aparelho “basicão” e seria esse mesmo minha nova aquisição.
Senta que lá vem mais um pouco de história!!!
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Tudo por um celular - Terceira Parte
"Se o telefone tocar, E alguém perguntar, É só responder: Sou verde e branco, linha direta com você."
Camisa Verde e Branco - 2005
(*)
Consumidor
Terceiro Capítulo: A segunda gestação
No mesmo dia em que passei na assistência técnica, resolvi ligar para a Central de Relacionamento da empresa e ao conversar com um dos educados profissionais treinados a exaustão -- a esperança de que meu problema seria solucionado pelo setor juridico.
Segundo o Procon, o prazo para a empresa se manifestar era 5 de dezembro, e essa data já havia passado de longe.
Na manhã de 26 de dezembro, o telefone tocou:
- Bom dia! Gostaria de falar com o Sr. Daniel!
- Bom dia! E ele quem fala!
- Daniel! Aqui é do Procon e estou ligando para que você compareça aqui no Procon para tomar ciência da resposta enviada pela empresa.
Lá vou eu! Para mais um dia de luta em busca do meu celular perdido! Ao chegar no Procon, o assunto foi rápido! Fui informado de que tinha ganho a causa e que deveria buscar o falecido na assistência técnica e depois ir até a um endereço citado numa correspondência.
Indignação
A caminhada até a assistência técnica foi tranqüila. Pelas ruas do centro caminhavam um povo apático na aparência e cansado das comemorações do Natal. Ao chegar na loja uma surpresa: portas fechadas! Dirige-me até um segurança e perguntei:
- Bom dia! Você sabe se a loja vai abrir hoje?
- Ele consultou seu relógio e disse que provavelmente às 12h.
Algumas pessoas já aguardavam na porta do estabelecimento. Resolvi ficar de longe observando o movimento. Até que de repente surge um homem e uma mulher. O cara olhando com cara de poucos amigos profere a pérola:
"Vocês têm que agradecer pelo favor que eu estou fazendo em abrir a loja. Por mim, eu nem abriria hoje!"
Ação e Reação - As palavras ditas sem muita vergonha pelo proprietário da assistência foram uma reação por ter sido cobrado por um dos consumidores pela demora na abertura do estabelecimento.
Naturalmente azedo o homem catou umas caixas e saiu da loja apressadamente. Aquelas palavras martelavam na minha cabeça, pois como pode alguém que se dispõe a prestar serviços agir dessa forma.
Depois de algum tempo fui finalmente atendido. Retirei meu aparelho da loja e assinei um termo me responsabilizando pela desistência do serviço não prestado.
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Tudo por um celular - Segunda Parte
"Alô amor! Tô te ligando de um orelhão Tá um barulho, uma confusão Mais eu preciso tanto te falar"
Bruno e Marrone
Bruno e Marrone
(*)
Consumidor!
Segundo Capítulo: A primeira gestação
Logo que a vida voltou ao normal, a mala foi desfeita e os presentes distribuídos. Lá vou eu levar o relógio para ser beijado e voltar a ser um celular de verdade.
Mal sabia que as confusões estariam apenas começando. Verificado as características físicas e a integridade moral do aparelho, eis, que me despeço dele, de onde só fui tirar um mês depois.
Uns quarenta e cinco dias depois...
Um virgem praticamente! Trocaram meu aparelho! Todo plástificado! Feliz da vida retomei a vida.
A única coisa que me intrigava no comportamento daquele aparelho é que ele só dava carga na cozinha. Que estranha relação era essa! Entre ele e a tomada da cozinha? Será que em uma vida passada, eles foram um benjamim e uma tomada? Marido e mulher? Irmãos! Era estranho.
Final da relação...
A relação entre os dois durou apenas até o mês de outubro, quando numa tarde de sábado eu não conseguia mais promover o contato entre o plug e o buraco. Mexia! Mexia! Punha e tirava com jeitinho e nada dele ceder pro plug.
Seus olhos não queriam brilhar mais quando o plug era inserido em sua entrada. O que teria esfriado essa relação?
Telefone bloqueado lá vou eu novamente para a assistência técnica, quatro meses depois, de ter saído dela com um novo celular.
"Senhor o seu celular está funcionando normalmente, mas para resolvermos o problema teremos que ficar com o aparelho."
Mais uma vez sem celular e dessa vez por causa de um carregador, apenas um carregador!
"Senhor ligue daqui a três dias."
Três dias depois...
"Senhor ligue daqui a cinco dias."
Uma semana depois dos cinco dias programados...
"Senhor ligue na sexta-feira!"
No cara a cara!
- Senhor aconteceu uma divergência na nota fiscal no primeiro conserto, então, estamos aguardando um nova nota. E se eu fosse o senhor acionaria a empresa para te dar outro aparelho.
- Pode ficar tranquila! Já acionei o Procon e só passei aqui para ver se alguma coisa tinha acontecido!
Nesse intérim fiquei no aguardo do prazo dado pelo órgão de defensoria do consumidor a despeito da minha causa e de uma solução para a saga: Tudo por um celular!
A primeira saga de 2007: Tudo por um celular!
"Piririn, piririn, piririn Alguém ligou pra mim Piririn, piririn, piririn Alguém ligou pra mim Quem é?"
Atoladinha - Bola de Fogo
(*)
Consumidor!
Primeiro Capítulo: Telefone Celular ou Relógio de Bolso Moderno?
O dia estava ensolarado na capital maranhense, o táxi a pouco havia me deixado na porta do aeroporto com minha mala e meu inseparável antílope (minha bolsa). Depois de alguns dias gozando a vida num dos paraísos do Nordeste o frio do Sudeste me esperava novamente para me dar um abraço de seja bem-vindo!
Naqueles dias do mês de maio fazer o check in era um prazer, nada de filas, nada de gente arremessando coisas nos empregados das companias áreas. Burocracias à parte segui para a sala de espera. De lá! Liguei para casa, meu pai atendeu! Alôoooo (voz grave). Pedi a ele que chamasse minha mãe conversamos rapidamente e avisei que por volta das 20h estaria em Sampa.
O celular havia sido carregado. Porém, misteriosamente suas teclas começaram a pifar. A principio as três de baixo, depois a tecla voltar. Quando me dei por conta tinha em mãos um relógio Nókia 6255, cor prata, display lindo e colorido, relógio com vídeo, fone de ouvido e vários sons para me despertar pela manhã. Seria esse fato, um dos mistérios da Terra da Encantaria?
Uma simpática voz ecoa pela ampla sala do aeroporto, enquanto muitos se aglomeram na porta de acesso a aeronave, outros ainda compram mais algumas garrafas de Jesus: "o sonho cor de rosa", ou potes de geléia de pimenta. Diga-se de passagem ótima para ser degustada com os bolinhos de aipim com carne seca do Bar e Restaurante Antigamente, na rua da Estrela.
Após a estranha divisão em duas filas feita por um dos empregados da compania área. Eis que começa o embarque, tive que desligar meu relógio. Ah! Celular!
"Boa tarde! Aqui quem fala é o comandante .... São 14h30, a temperatura ambiente é de 35º C, por volta das 16h, faremos nosso desembarque em Brasília."
Vôo tranquilo, excelentes paisagens, boa música, lanche quente e alguns flertes. Eis que surge Brasília abaixo de nossos pés. O avião segue para Congonhas! Eu como optei desembargar em Guarulhos ia ter que tomar um chá de cadeira até às 17h40.
Aquilo é que é aeroporto! Teatro! Óculos de Sol que você só vê nos editorias de moda da Vogue, artesanato de todo o país. O paraíso do conforto. Pensei até em candidatar-me a uma vaga de aspone no Planalto Central!
"Senhores passageiros do vôo .... com destino a São Paulo - Guarulhos, avisamos que a aeronave irá se atrasar, devendo chegar por volta das 19h45, com embarque previsto para às 20h."
Pânico!
Isso resume tudo que senti naquele momento! Viajando sozinho para um lugar que nunca havia estado e agora com um abacaxi para resolver. Eu, meu antílope e agora acompanhado do Mário Queiroz (meu agasalho favorito). Fomos os três até o guichê da compania tentar reverter a situação a nosso favor! Pois, às 22h saía o último ônibus da PM para São José dos Campos.
Uma moça simpática ostentando um coque imponente e uma maquiagem que dava seta quando ela piscava tentava resolver minha situação e me transferir de vôo. Enquanto isso, um latino com voz áspera pisava no meu calcanhar e me irritava profundamente, proferindo algumas palavras:
"Yo tengo que embarcar pra Miami, às Veinte e três oras"
Com meu olhar simpático e amistoso li a alma daquele homem e volte-me para a atendente que com um sorriso na voz me disse:
"Senhor sua mala será trocada na pista, aqui está seu novo bilhete pode se encaminhar para o embarque."
Muito agradecido pela eficiência da jovem fui eu e meu dois acompanhantes para o embarque. O avião parecia um ônibus, ou metrô lotado, horário de rush, em plena segunda-feira, gente excitada, gente suada, gente alegre, gente cansada e eu curtindo tudo feliz da vida.
Mais um lance quente! Algumas horas depois, os prédios anunciam que estou no paraíso do cimento!
Já naqueles dias Congonhas estava tão lotado, que o desembarque foi feito na pista mesmo e de circular chegamos ao saguão.
Todos em pé assistiam um estranho desfile de malas, pretas, azuis, grandes, enormes, dantescas e a minha que eu achei um desaforo!!! Pois, levei roupa para uma semana e ainda poderia ter trazido mais uns 12 quilos no retorno, sem exceder o limite de peso.
Já que nada acontecia fui ao banheiro, minutos depois voltei ao local! Cadê as pessoas? Cadê minha mala?
Uma onda de tensão tomou meus pensamentos. Haveria possibilidade de em menos de 180 segundos várias pessoas terem pego suas malas e ido embora?
A resposta veio logo em seguida, como num imã, o fato de eu ter parado ali atraiu todo mundo, como num boom! Dei muita risada da situação, pois todos haviam saído para reclamar a falta de suas bagagens.
Acompanhado agora por um carrinho, saímos eu, antílope e Mário Queiroz, em direção ao ônibus que faz o transporte até Guarulhos, pois somente de lá saí o ônibus para cá.
E que pinote!
- Moço! De onde saí o ônibus para Guarulhos?
- E lá na frente! Você precisa correr!
- Olhei para o relógio que dispencava do teto. Eram 20h50!
- O ônibus saí às 21h, completou o informante!
Saímos os quatro atropelando até sombra! Quando cheguei fui logo perguntando ao motorista!
- Qual a previsão de chegada a Guarulhos?
- Ah! Lá pelas 21h40!
Pensei, mas nem tinha escolha! Vamos embora! No trajeto feito pelo centro da cidade uma recompensa! Não tinha trânsito. Liguei novamente do relógio para a casa! Ah! Celular, sempre me esqueço desse detalhe!
Rápido diálogo, pois a conta seria deliciosa no fim do mês!
Enfim, Guarulhos! Como aquele lugar estava lindo às 21h45, daquela segunda-feira!
Passagem, Passagem! Preciso de um bilhete urgente!
Ufa! Bilhete em mãos!
Quanta correria! Olhei para minha mala e fiquei pensado em tudo que tinha acontecido, durante o tempo que me sobrou.
Até que uma senhora interrompeu sem pedir licença o meu momento reflexivo!
- O senhor sabe de onde saí o ônibus para São José?
- Olha! Segundo a informação que recebi é daqui mesmo!
- Ela continuou! Nossa! Pensei que não fosse dar tempo meu vôo de Brasília para cá atrasou e somente saiu às 20h.
Aquelas palavras pareciam uma arma encostando na minha cabeça. Eu havia corrido tanto pensando que não daria tempo e a mulher chegou quase na mesma hora que eu!!! Que bosta concluí. Mas, agora estava feito e não tinha como saber senão experimentasse arriscar.
Finalmente o ônibus, foram momentos de prazer! Interrompidos pelo motorista.
"Quem não for descer na rodoviária, não pode deixar as malas no bagageiro."
Esse era meu caso! Fiquei na minha e aproveitei os últimos momentos de vida do meu relógio para ouvir qualquer rádio que sintonizasse.
Ele estava morrendo, desde a noite de domingo não conseguia mais dar carga naquilo que agora tinha virado um relógio prateado com display colorido.
No retão de Jacareí calculei a hora de fazer a ligação salvadora, pois a coragem de caminhar até em casa tinha ficado no Maranhão.
- Daqui a 3.06 saía de casa que estarei chegando!
- Câmbio desligo!
- QAP, na escuta!
Casa! Que saudades dela! De tomar um banho quente! Todos os sonhos foram diluindo junto com a espuma do sabonete. Amanhã tenho que trabalhar cedo!
O relógio deu seus últimos suspiros! Começaria aí a saga: Tudo por um telefone!!!
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Coisas úteis veiculadas pela net

"Exu, espírito criado pela natureza,Ogum, sincretizado com Santo Antonio na Bahia Iê iê iê salve oxosse rei da mata,Oxosse e caçador, salve abaluaê Xangô, oxum maré, irê e nanã.Oxum, deusa do ouro e dos rios, E a guerreira Inhançã: deusa dos raios, Salve ossanhe, Iemanjá rainha do mar. Sarava par Oxalá"
Unidos da Tijuca - 1975
(*)
Estava eu navegando por um dos principais sites relacionados ao universo do carnaval, o (Sambario) quando me deparo com o download do cd: "O Negro no Brasil", que foi lançado em long play, no ano de 1976.
Para quem gosta do gênero samba de enredo, ou mesmo de pesquisar sobre a história do Brasil, o cd é um "achado" daqueles que você fura, risca, arranha de tanto executar. Gostei tanto das faixas que usei como som ambiente no dia de minha banca examinadora na faculdade.
As faixas são divididas entre os Acadêmicos do Salgueiro; Unidos da Tijuca; Unidos de Lucas; Império Serrano, Canários de Laranjeiras e Em cima da Hora. Apesar do Salgueiro dominar a coletânea, as obras que eu mais gostei foram as da Tijuca que eu não conhecia. Os sambas são dos anos de 1958, 1961 e 1975 e relembram momentos importantes da saga dos negros no Brasil.
Atualizando! Vale lembrar que este ano os temas africanos estão na moda desde as tendências divulgadas pelas passarelas do SPFW até a Sapucaí, onde Salgueiro, Porto da Pedra, Mangueira, Beija-Flor e outras agremiações irão pincelar em suas fantasias, alegorias e adereços os tons e motivos inspirados na África.
terça-feira, janeiro 09, 2007
Patrimônio Imaterial: Folclore e Identidade Regional
"Cantando em forma de oração, Serrinha pede paz, Felicidade, Pra nossa gente que não pára de rezar, E como tem religiosidade"
Império Serrano - 2006
(*)
Supresa!
Ver essa exposição, no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, na região norte, de São José dos Campos me fez lembrar dos museus de São Luís do Maranhão com suas instalações e sons ambientes.
Ver essa exposição, no Parque da Cidade Roberto Burle Marx, na região norte, de São José dos Campos me fez lembrar dos museus de São Luís do Maranhão com suas instalações e sons ambientes.
Porém, o mais legal foi estar em companhia de minha amiga Kina e também conhecer fatos curiosos da região, como a Santa Perna.
A foto acima mostra um dos espaços destinados aos santos negros que são cultuados pela religião católica e também no candomblé.
13 entram, dois caem!
"Amar, viver, sonhar, acreditar, Que a alma é a fonte, energia da vida, Na máquina jamais se encontrará, A inspiração que faz nascer a poesia."
Mocidade Independente de Padre Miguel - 2007
(*)
Relembrando um dos trechos da última obra do compositor Toco (in memorian) para a Verde e Branco de Padre Miguel. Eu vesti a camisa de todas as agremiações cariocas e mergulhei nas 13 faixas do compact disc de 2007 do Grupo Especial.
Com um projeto mais simples a fim de baratear o custo do produto final e assim alavancar as vendas que já foram pau-a-pau com as bolachas de Roberto Carlos. As composições deste ano seguem a tendência dos últimos anos: sambas feitos para à Sapucaí e que nem sempre agradam a todos. Isso é fato!!!
Esse ano com um diferencial, o povo anda estranhando as versões originais dos sambas que são defendidos na disputa por outros intérpretes. E veteranos como Neguinho da Beija-Flor e Quinho foram vítimas das criticas dos apreciadores do carnaval.
(*)
Apontar os melhores sambas é algo complicado, ainda mais porque tudo se transforma na avenida. E no Rio isso é fato! Tem escola que chega quieta e detona, outras chegam...chegando e levam tinta. Quem não se lembra dos "Doces Bárbaros", da Mangueira, em 1994. Tinha tudo para ganhar e perdeu!
Quanto aos desfiles duas noites bem equilibradas aguardam os turistas, os cariocas e o povo da arquibancada 0800.
Depois de duas tentativas frustradas de queimar escolas grandes na noite de domingo. A renascida das cinzas Estácio de Sá reedita a história do sapoty e busca fincar os pés no especial novamente. O restante da noite será um soco no estômago com Império Serrano; Mangueira; Viradouro; Mocidade e a atual campeã Vila Isabel.
"Renasce a luz da sabedoria, O homem se lança ao mar, O sonho é fonte dessa energia, E fabricando, ilusões renovar."
Vila Isabel - 2007
(*)
Na segunda noite, Porto da Pedra que está sempre na linha do rebaixamento canta a vida de Mandella e da África do Sul. E a partir da Unidos da Tijuca a coisa irá esquentar, pois, 2007 será o carnaval do passa 13 e caem 2.
Por isso, Salgueiro, Portela, Imperatriz, Grande Rio e Beija-Flor prometem agitar a última noite de desfiles do grupo.
Com algumas ressalvas, Beija-Flor será a última escola a ocupar a 13ª posição na ordem de apresentação e tem a seu favor um enredo que agrada a comunidade, Laíla e sua equipe que produz coisas interessantes, inovadoras e com o traço de ousadia que a agremiação aprendeu a conhecer com J30.
(*)
Já me perguntaram quem irá ganhar em 2007? Diante do atual cenário eu prefiro não arriscar. E sim, acreditar que quem ganha é quem era menos!!! Pois, os brindes alusivos aos enredos que seduziam os olhos dos jurados esse ano foram proibidos, assim como, as visitas aos barracões.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Nota Zero em Divulgação!
"O toque da sanfona faz enlouquecer, são festas tradições, vem ver, tem frutos do mar, devoção e alto astral, no reinado de Momo, a alegria é geral"
Vila Maria 2007
(*)
Com uma arte visual bonita, apesar de poluída chegou as bancas no dia 13 do mês passado o compact disc dos sambas de enredo de São Paulo para o carnaval 2007. E por mais um ano, a distribuição foi feita por meio das bancas de jornais.
A trapalhada da temporada é que a comercialização ficou restrita à cidade de São Paulo. O resto do Estado e demais cercanias teriam de comprar por telefone e pagar frete.
Inicialmente na fase das bolachas pretas, o disco era fácil de ser encontrado em qualquer loja. A partir de 2002, dois anos após a divisão dos desfiles em duas noites, a gravadora Som Livre assumiu até 2003 a produção e veiculação do produto. Porém, descaracterizou o carnaval deixando a logomarca Globeleza na capa do "Dito Cujo."
De volta as mãos da Liga o cd entrou no modismo de compre um jornal e com mais xyz adquira o produto. Começaria aí a saga: "Como conseguir o cd de sambas de enredo de São Paulo."
O único ponto positivo é o custo final do produto que em média é bem inferior ao do Rio de Janeiro, mas está virando cada vez mais o barato que saí caro, devido aos transtornos para aquisição.
Em relação ao conteúdo muitas surpresas! A dança das cadeiras comeu solta entre os intérpretes. O disco não é nenhuma obra prima e nem vale arriscar um chute a despeito de favoritas ao título.
Sinceramente ao ouvir as 14 faixas, algumas passam batido, aparentemente será um carnaval em que os sambas só irão mostrar força na avenida.
Com apenas uma ressalva, o samba de enredo da Vila Maria, que me surpreendeu desde a escolha do tema/enredo: a cidade de Cubatão.
Pessoas polêmicas vão pro céu?
"Nessa madrugada de insônia...Oh! Sônia venha me fazer companhia."
Daniel Faria
(*)
Ontem, me surpreendi assistindo o show da vida e principalmente a entrevista rápida do escritor Ariano Suassuna. Polêmicas à parte o escritor que já passou pela Sapucaí, no ano de 2002, "Aclamação e Coroação do Imperador da Pedra do Reino Ariano Suassuna", nos braços do Império Serrano revelou suas esperanças em relação ao Brasil e sua luta contra a indústria cultural e sua massificação.
O melhor de tudo é que seu romance a despeito da Pedra do Reino será transformado em minisérie pela Rede Globo. Infelizmente (apocalípticos) ou felizmente (moderados) a televisão brasileira ainda consegue fazer com que boa parte da população tenha acesso aos clássicos da literatura por meio dos produtos televisivos.
Alfinetando um pouco! Não adianta criticar a mídia, pois no fim dos tempos, ela é que acaba por transformar e divulgar os produtos culturais restritos em coisas "in" e o próprio "Auto da Compadecida" virou um produto de massa.
Então, Viva a massa de tomate!!! E quem não quer virar molho que compre um xalé em Plutão, pois ele anda totalmente "out."
Promessa de Ano Novo: Blogar y Blogar y Blogar!
Sei que ainda não passou o carnaval, mas o ano já começou! E como promessa para 2007 irei tentar blogar todo dia. Já deixei em dúvida minha promessa! (risos). "Irei tentar"
...a sei lá! Deixa rolar, pois estamos no oitavo dia do ano mais quente dos últimos séculos.
Mas, ainda há tempo!!! Pois, só tenho que redigir oito textos e equilibrar a balança.
Acessando aqui o baú dos últimos acontecimentos tem a exposição que fui no Museu do Folclore de São José dos Campos já é um começo...continuarei falando de carnaval (ohhh que novidade!!!) (risos) e também dos fatos cotidianos.
O que há de novo então?
Talvez eu mesmo seja uma grande novidade, devido ao fato de a cada dia tentar olhar pra tudo, pra mim mesmo e pro mundo de uma forma diferente. Às vezes frio demais, às vezes azedo demais, às vezes com uma pitada de humor e de repente até me emocione com o que vejo.
Mas, de uma coisa eu tenho certeza quando eu volto pro meu mundo, que pode ser aqui, ali ou acolá. Eu paro y penso, pois o pensamento é a coisa mais particular e fantástica que um ser pode produzir...
segunda-feira, novembro 27, 2006
101
Nossa! Demorou! Mas, finalmente ultrapassei a marca dos 100 comentários e agora estou começando a aprender a blogar. Como um bom vinho, o pensamento também melhora com o tempo.
Com ou sem emoção?
Expressão famosa entre os freqüentadores das dunas do nordeste do país tornou-se um bordão atual no Rio de Janeiro. Diante do cenário em que turistas estrangeiros e internos são assaltados na cidade maravilhosa, vale repensar até que ponto estamos preparados e somos seguros para sediar eventos internacionais de grande porte.
Apesar de oferecermos os melhores eventos de veranico, quando curiosos de todos os quatro cantos da Terra vêm deslumbrar-se com as belezas de além-mar, o importante na verdade é que ainda deixamos de cuidar da imagem do Brasil lá fora! E cada vez que notícias como essa ganham destaque na mídia fica a pergunta: Com ou sem emoção?
sexta-feira, novembro 24, 2006
Antônia
Num momento, em que boa parte da sociedade discute suas próprias relações em sociedade, uma minisérie traz à tona em meio ao cenário de uma favela, os debates que pautam a classe média, os bem-sucedidos, os "fudidos", os desnorteados e os tolidos.
Antônia sintetiza nas quatro jovens aspirantes a cantoras, toda a frustração do homem moderno, que diante das agruras da vida ainda busca ser feliz nas relações humanas e fazer destas relações um combustível, uma catarse para superar seu dia-a-dia.
quinta-feira, novembro 23, 2006
Merry Christmans o cacete!!!

No ano, em que tudo que eu queria, era não pensar em decorações de Natal, eis que os vizinhos pensando em mim deixam esse brinde em casa.
O legal de criar suas próprias decorações é que além de ser uma coisa "sua", você tem a oportunidade de desenvolver outros traços de sua personalidade, fazer terapia, não enriquecer os chineses e assim vai...
Quando olhei para esse galho seco milhões de idéias vieram a minha mente, mas o resultado vocês irão ver em breve.
segunda-feira, novembro 20, 2006
Não poderia faltar!

No dia em comemoração a Consciência Negra só tenho a declarar que ser negro no Brasil não é uma questão mercadológica, que ainda estamos longe de nos isentar de dizer que estamos livres dos preconceitos e que a questão de cotas é algo talvez "moderno demais" para um país formado por tantas minorias que se olham através de espelhos.
Ao negro e a todos os que estão à margem da sociedade resta levantar a cabeça e ter dignidade pra lutar pelo que acredita, mas sem pisar nos outros...
...a respeito da figura acima, uma dica de leitura para quem quer saber um pouco mais sobre o líder do Quilombo dos Palmares: Zumbi.
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