sexta-feira, março 07, 2008

quinta-feira, março 06, 2008

IR


Aproveitando que estamos no mês da famosa mordida do leão, um samba de enredo pra alegrar um pouco as vítimas da Receita Federal. A obra é "Assombrações", que foi cantada pelo Aroldo Melodia (Segura Marimba!) no carnaval de 1986, da União da Ilha do Governador. Outra boa sacada do samba é a citação a Guerra Fria, quando EUA e URSS viviam se ameaçando na famosa corrida armamentista, que enchiam de infográficos as páginas das revistas da época. Sem esquecer é claro das bombas atômicas, que devastaram Hiroshima e Nagasaki.


Compositores: Robertinho Devagar, Marcio André, Armandinho, Barbicha


Veio de lá, buscando riquezas
As treze naus de Portugal
Na viagem, tantas miragens
Chegaram até ver dragões do mar
O índio, o dono da terra
Deu grito de guerraTambém se assombrou
A lenda diz (oi, a lenda diz)
Que o lobisomem
Era o pavor das crianças
Diz então que Nhá Jança
Assombrava o Maranhão

O leão
Só morde o bumbum do pobre (bis)
E o rico é quem explode
A boca do balão

O FMI chegou aqui, fincou o pé
Devo e não nego
Um dia eu pago, leva fé
Coração (ai, coração)
Marca passo com esperança
O amor é a herança
Para o mundo se encontrar
Um carnaval eu voz fazer lá no céu
E a bomba nuclear
Mando lá pro beleléu

Quem carrega amor
Vai com Deus (bis)
Sem assombrações
Vai com Deus

quarta-feira, março 05, 2008

DPC

A inesquecível comissão de frente de Carlinhos de Jesus


Hoje, fui tomado por uma depressão pós-carnaval e resolvi mergulhar no carnaval de 1999. De onde saquei o desfile "Século do Samba", da Estação Primeira de Mangueira. Um desfile perfeito, mas que não rendeu o bicampeonato para a Verde e Rosa. Porém, ficará na memória de quem como eu vive, pensa e respira carnaval durante os 365 ou como queira 366 dias do ano.

terça-feira, março 04, 2008

Sobe Som!

Sobe o som! Porque Ian Carey feat Michelle Shellers vale a pena!!!

Tudo bem?

Marcelo Becker/Agência RBS

Tem aquele dito popular que diz: "Tudo o que sobe, desce." Será que não tem como fazer um adendo pra tentar salvar a galera? Tipo assim: "Tudo o que sobe desce, mas com segurança." Deixo aqui minha sugestão. Se não daqui a pouco veremos na telinha da HDTV (risos) campanhas de educação do trânsito aéreo. Eu que nem tirei meu brevê na Terra, estou ficando preocupado com tanta coisa caindo do céu.

Mundo Animal?

Chico Siqueira/AE
Enquanto, os homens precisam de diplomatas super graduados para estabelecer a ordem entre diferentes. No "mundo animal" basta apenas uma boa teta e muita disposição para suga-lás. Se tornando mais uma questão de sobrevivência do que de diplomacia. Ehhhhhh! Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais? Na teoria sim. Mas, na prática ainda falta muito pra coisa acontecer. Veja você! Ayer, los hermanos eram todos compañeros ahora não quedan más en paz!

segunda-feira, março 03, 2008

Olha a dança!!!

D.F
Carro da Gastronomia, entre as atrações o churrasquinho de gato e a televisão de cachorro

Depois de fazer belos carnavais na Mocidade Alegre, o carnavalesco Zilkson Reis está de mudança para os Gaviões da Fiel Torcida. O artista deixa como legado pra Mocidade a taça de campeã do carnaval de 2007. Porém, a história do carnaval paulistano ganhou excelentes enredos.


Entre eles, o carnaval de 2005, que relembrou a vida do mito Clara Nunes. Em 2006, a agremiação contornou as polêmicas e retratou de forma politicamente correta o tão criticado projeto da transposição do Rio São Francisco -- rimos muito com o divertido desfile de 2007, que teve como tema o riso.


Mas, acredito que o carnaval de 2008 tenha sido o mais interessante pra escola e para o artista. A forma como a Mocidade Alegre trouxe Sampa pra avenida foi excelente. O samba de enredo era fantástico, a plástica do desfile bastante interessante também, ao mesmo ponto, que era de fácil leitura, o que facilita e muito pra quem conhece pouco a respeito do carnaval ou nem teve tempo de ler a sinopse do enredo.


Espero que a Mocidade consiga um substituto à altura do Zilkson e que os Gaviões abram os caminhos pra ele desenvolver um bom trabalho. Penso que não será difícil, pois os alvinegros têm um time de compositores de primeira. Basta agora traçar um bom enredo para que o casamento seja perfeito.

domingo, março 02, 2008

Escolha o seu!



Águas de março (Tom Jobim)


Momento nostálgia - As chuvas de ontem me fizeram lembrar dessa música:


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã


Pena que as chuvas têm feito tantos estragos por aí! Daí acabam bastante com a visão romântica das Águas de Março.

Mais uma do PB

Site Liesa
Cavaleiro sem cabeça, bastante criticado por um dos jurados



Poderia ser qualquer um dos carnavalescos, mas tinha que ser com ele. Nem bem Paulo Barros se recuperou de uma polêmica e já está noutra. Na noite de ontem foi divulgado o enredo 2009 da Viradouro. Ora veja você! A escola de Niteroí vai embarcar novamente na onda da reedição.


Influenciado pelo patrocínio que vem da Bahia, a agremiação resolveu usar como hino oficial um dos clássicos salgueirenses "Zum, Zum, Zum, Zum, Capoeira Mata um!" Ehhh! São os versos de "Bahia de Todos os Deuses", samba de enredo desfilado pela vermelho e branco nos idos tempos de 1969.

Não é a primeira vez que a Viradouro recorre as reedições. No campeonato de 2004, o enredo da escola era sobre o estado do Pará. Mas, no meio da disputa de sambas, o presidente resolveu cancelar o concurso e optou pelo samba da Estácio de Sá de 1974 - Festa do Círio de Nazaré.

A decisão da escola já mexeu com os brios dos torcedores (digo torcedores nos dois sentidos, os que torcem a favor e contra também). Mas, ainda é cedo amor! Deixa as águas de março fecharem o verão. Pois até meados de 2008, há muita coisa pra acontecer. De repente a Viradouro muda de opinião, de repente não.

Como a curiosidade é a maior que tudo. Fico aqui maquinando. Pra falar de Bahia é preciso ter muitos balangandãs, adereços e principalmente acabamentos impecáveis nas alegorias, adereços e fantasias. Paulo Barros aparentemente tem se mostrado avesso a todos esses "flu flus." Justamente por essa visão contrária ao exagero ele é criticado todos os anos. Como será ver uma Bahia sem plumas, sem rendas, colares, tabuleiros e palha?

Ou será que de tanto levar porrada dos jurados e dos críticos, o artista resolveu se juntar a maioria? Tantas perguntas no ar. Mas, as respostas ficam pra 2009, ou quando um novo vento trouxer notícias dos próximos passos de PB.

Ah! Recentemente o samba "Bahia de Todos os Deuses" deu o tom para o desfile da Tradição. Escola que esse ano resolveu reeditar sua própria trajetória no carnaval. No carnaval desse ano, revisitaram seus anais: o Império Serrano (que reeditou o enredo a respeito de Carmem Miranda, mas optou por um novo samba) e a Vila Isabel, que reeditou apenas o tema do enredo: Trabalhadores do Brasil, até porquê no ano que a escola desfilaria o enredo, por causa da chuva a Vila nem se apresentou.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Demoro!

O tempo está mudando. Em breve o outono e o inverno pintam por aí. Já estou me preparando para a temporada de caldos. Esse ano vai rolar até um novo acompanhamento para incrementar a receita, que já está virando uma tradição. Risos

Falando em música...


Quem ainda faz sucesso falando de música é o histórico apresentador Silvio Santos, que comandando o Qual é a Música? Faz qualquer um rir e se divertir com as pérolas, que saem durante a programação dominical da telinha brasileira. Como diria um dos versos do samba de enredo da Tradição de 2001: "Qual é Música? Quem Sabe canta aí!"

Vitrola


Quem está 'batendo um bolão', nas noites da TV Aberta é a trilha-sonora da minisérie Queridos Amigos. A cada novo capítulo, uma chuva de sucessos da MPB são revisitados por meio das cenas vividas pelos personagens. Basta saber, se a emissora lançará até o final da exibição da minisérie uma coletânea com as faixas apresentadas.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

E a dança não pára...

A animada dança das cadeiras continua no Rio de Janeiro. Profissionais insatisfeitos; carnavalescos que mudam de escola; escolas que perdem artistas competentes. Mas mantém dirigentes não tão competentes assim. E, assim vai (...) até abril o ranger das cadeiras deve pautar os bastidores da recém escolhida melhor festa do mundo -- o carnaval carioca. Até porque, os mais organizados já devem berrar seus enredos pouco depois da quaresma, quando a coisa já começa a se aprumar novamente.

Show

A interpretação de Marion Cotillard no filme Piaf é excelente.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

120 Anos - Abolição Inacabada




Nunca tinha me atentado para a grande quantidade de entidades carnavalescas da cidade de São Paulo. Ao ler a revista da UESP (União das Escolas de Samba Paulistanas) tive uma grata surpresa.

A entidade representa as 64 agremiações filiadas, a partir do Grupo 1, passando pelo 2 e 3. E também pelo Grupo Especial de Blocos e pelo Grupo 1 de Blocos. É muito carnaval!!!

Para o carnaval 2008, que aconteceu a poucos dias atrás, a UESP juntamente com as escolas de samba filiadas comemoraram os 120 Anos da Abolição da Escravatura no Brasil.

Todos os carnavalescos e as comissões de carnaval levaram pra avenida temas relacionados aos "120 Anos de Abolição Inacabada." Entre as pérolas, um enredo chamou bastante atenção. Foi o enfoque escolhido pelo Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Ipiranga, que ousou ao falar do "crime" cometido contra os negros, pelo sempre ovacionado Rui Barbosa, dentro da proposta do enredo "Raízes Queimadas."

E o que fez o sábio Rui Barbosa? Ele simplesmente mandou queimar todos os registros, que traziam informações a respeito do comércio negreiro da cidade do Rio de Janeiro. A idéia do escritor era limpar o passado obscuro e vergonhoso do país. Com isso, ele acabou por prejudicar muitos negros, que não tinham mais documentos para reivindicar possíveis direitos adquiridos.

Parabéns a escola pela iniciativa de contar essa história. Agora temos dois registros carnavalescos a respeito de Rui Barbosa. Um positivo dado pela São Clemente, em 1999, e um negativo contado pela Acadêmicos do Ipiranga este ano.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

E a dança continua...


E a dança continua... Max Lopes deixa Mangueira e vai para o Porto da Pedra -- Roberto Szaniecki (ex-Grande Rio) assume o lugar dele. Até agora foi a dança mais compassada e dentro do ritmo. Risos
Quem saiu lucrando foi a Porto da Pedra, que ganhou um carnavalesco excelente e que pode dar ao grêmio recreativo um bom trato visual e quiçá uma colocação bem melhor no carnaval 2009. Ehhhh! O tempo não pára!!! Risos

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Dança das Cadeiras

Site O Dia na Folia


Depois de sambar muito na avenida, os profissionais que atuam nos bastidores e na preparação das escolas de samba continuam dançando, mas só que a "Dança das Cadeiras." O compasso mais fora do ritmo, embora, pareça um melancólico tango argentino está sendo apresentado pela porta-bandeira Lucinha Nobre, que primeiro "pediu pra sair" da Unidos da Tijuca, após pedir a cabeça do mestre-sala e barganhar a volta do ex-parceiro de dança.

Mas, como as coisas no mundo do samba mudam mais rápido, que em Brasília -- o presidente da escola resolveu dançar um "Vira" e reconsiderou! Ora veja você, além de mantér a porta-bandeira no seu posto, ainda atendeu a solicitação da moça e trouxe o parceiro, que ela havia pedido. Por essa virada de mesa nem o consultor de carreira Max Gehringer esperava! Risos

Imagem do Dia

A minisérie Queridos Amigos parece que vai agradar e prender a atenção dos telespectadores. O texto é ácido e os personagens cercados de irônia e um passado áspero, que promete contagiar, embora o ritmo seja a principio meio desacelerado. Vamos ver o desenrolar da trama.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Imagens do Samba

Daniel Faria
Gosto muito dessa imagem -- Close em uma das baianas da Leandro de Itaquera, durante o Desfile das Campeãs desse ano. As senhoras desfilaram vestidas de Oxum, orixá conhecida por sua vaidade. Ao contrário de outras personificações, a escola optou por trazer o espelho da "Senhora das Águas Doces" na própria fantasia.

domingo, fevereiro 17, 2008

O incomparável

Daniel Faria - Baianas do Império de Casa Verde


Não adianta perguntar se as escolas de samba de São Paulo são melhores, que as do Rio de Janeiro. Definitivamente não há comparação entre as duas manifestações, que estão separadas por apenas 450 km, mas que guardam em si, características próprias e particulares.

Nem vou entrar no detalhe de cada uma, pois, é preciso muito relato histórico para exemplificar a diversidade e a pluralidade que envolve os desfiles da cada um dos estados citados anteriormente.

A única coisa que pretendo dizer é que o carnaval de São Paulo, o qual só comecei a acompanhar, em 1997, (...) este ano conquistou em definitivo a minha simpatia e admiração. Ver as escolas de samba de perto foi uma experiência inesquecível e muito prazerosa.

Não dizer que o Vai Vai era a favorita é burrice, a agremiação veio com uma força avassaladora, um verdadeiro rolo compressor. A Mocidade Alegre tinha o melhor samba – a melhor fusão entre duas obras, que já ouvi. Já a Rosas de Ouro trouxe um momento mágico pra avenida, com carros de muito bom gosto -- lindos de se admirar por horas.

A Vila Maria desfilou de forma gigantesca, mas acho que ainda falta melhorar a comunicação com o público. Quem já pisou na avenida sabe que é importante a troca entre componente e arquibancada. Em resumo, essa troca é o que empolga as arquibancadas.

As escolas têm dois trunfos (cartas na manga) ou são entidades respeitadas e veneradas, ou são comunicativas e simpáticas. No time das entidades veneradas estão: o Vai Vai, a Nenê de Vila Matilde, o Gaviões da Fiel e a Mancha Verde. Já no time do “salve simpatia” estão: a Rosas de Ouro, a Águia de Ouro e até o Camisa Verde e Branco, que mesmo sendo uma escola tradicional, tem mais força em seu chão, do que no poder de impressionar com alegorias e fantasias estonteantes.

A divulgação do resultado -- a famosa abertura dos envelopes -- mostrou que o carnaval de São Paulo está super equilibrado. A “surpresa” foi a presença da Tom Maior, entre as campeãs. A escola teve muita competência (apresentou um desfile técnico). Mas, contou também com o fator sorte, pois se o Império de Casa Verde não tivesse tido tantos problemas com as alegorias, com certeza a vaga entre as cinco primeiras seria do tigre.

Parafraseando Leci Brandão, foi um carnaval divisor de águas. Mas, em minha concepção e diante de minhas observações, o que mudou não foi só tamanho dos carros. As fantasias das alas foram mais bem elaboradas. Sendo que muitas eram de fácil compreensão, que é uma característica importante para o entendimento da mensagem.


As escolas estão mudando suas posturas. Estão investindo cada vez mais. Entre os exemplos, a X-9 Paulistana, que fez um desfile morno para frio ano passado. Porém, este ano trocou de puxador, que deu uma outra cara para o conjunto da escola, que veio comendo pelas beiradas e mesmo não estando na apoteose, nos deu um dos grandes momentos do carnaval 2008.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Bom é recordar

Foto: Daniel Faria
Um dos momentos mais bonitos e cheirosos do carnaval 2008. A passagem do abre-alas da Rosas de Ouro no Anhembi, que exalava essência de rosas, dentro da proposta do enredo Rosaessência - O Eterno Aroma.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Carnaval é isso aí

Foto: Carlos Moraes / Agência O DIA


O carnaval 2008 era pra ser o carnaval da limpeza da imagem das escolas de samba do Rio de Janeiro. Principalmente a da Beija-Flor, que estava envolta em toda a mística da compra do título de 2007.

Muita gente estava envolvida nessa árdua tarefa de desassociar as agremiações do tráfico de drogas, do jogo do bicho e dos negócios escussos. Um discurso meio puritano demais, ainda mais no universo do samba, marcado pela presença dos patronos, que estão longe de ser santos, digo na essência da palavra santidade.

Pois, bem todo o cenário foi montado, os ensaios técnicos aconteceram, as fofocas e a escolha dos jurados -- algozes para alguns -- redentor para outros. A sensação estranha da temporada foi a escolha de Bruno Chateaubriand como jurado, até então, -- tudo bem.

As luzes da Sapucaí se acenderam, as portas invisíveis, mas presentes foram abertas para a São Clemente, que beneficiada pelos incentivos “reais” da Família Real de César Maia, mostrou sua versão da chegada dos nobres lusitanos.

Não era um carnaval de grandes favoritas, pois, a pré-temporada havia sido aparentemente morna nas páginas do ‘WWW.’ O enredo da Beija-Flor era mais uma viagem fabulosa a algum lugar abaixo da linha do Equador, o samba “frankstein”, da Vila -- o mais criticado, a Porto da Pedra vinha morna, como sempre, a Portela atrasada e a Mangueira “frevando”, pra escapar das polêmicas.

O carnaval chegou às ruas, na tela da televisão, seja de plasma ou cheia de ectoplasmas, enfim chegou. Chegou e passou rapidamente e não é que deu Beija-Flor novamente? Com um enredo meio estranho, com um samba meio “Deja Vu”, mas que rendeu outro campeonato, que me deixou com cara de carnaval 2005, quando ela cantou a história das Missões e fiquei sem entender nada da lição. Levei “0”em enredo naquele ano.

No que tange as subversões: Paulo Barros conseguiu levar o Kama Sutra pra avenida, que, em 2004, foi barrado no enredo sobre a camisinha de J30. Mas, não levou o holocausto, pois, foi barrado pelos judeus, que se sentiram incomodados com tanta perversidade estética.

A Portela ousou! Como num passe de mágica, anos de tradição foram colocados de lado – o primeiro setor da escola foi realmente de tirar o chapéu. A Mocidade bem que podia ter ousado, mas ela ainda precisa ressuscitar.

A carnavalesca Rosa Magalhães parece que está a fim de esquecer os anos de exílio e tomar o barco da volta pra fincar os pés em terra firme. Os salgueirenses estão quase lá. Faltou um pouco mais de sorte. Se é que essa palavra cabe aos desfiles das escolas de samba.

Agora é o período de entre safra, hora de rolar cabeças, de receber prêmios, de esperar a divulgação das justificativas, que na verdade justificam, mas não convencem muito, nem presidentes, quiçá torcedores. Mas enfim, -- carnaval é isso aí – 365 dias do ano – 24 horas por dia – 7 dias por semana.


Ah! As peladas sempre existirão, afinal de contas essa é a vitrine ideal para elas. Seja ao lado de um presidente da República, de um jogador de futebol ou mesmo de um promoter, que faça de sua humilde pessoa -- uma celebridade de capa de revista nos próximos meses.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Imagem da Folia

Ernesto Carriço / AGÊNCIA O DIA

A sorte está lançada! Pra quem gosta da folia é hora de pular, festejar e ser feliz. Pra quem gosta de paz é hora de descansar e pra quem gosta de torcer pela escola de samba do coração é hora de se alegrar e de sofrer até a hora da apuração. Excelente carnaval a todos.

Imagens da Arte





Fotos BBC


Pinturas do artista italiano Guido Daniele. Em tempo de pensamento verde, a idéia de usar as mãos como tela é bem-vinda. Pois, as mesmas mãos que destroem são capazes de preservar o meio ambiente.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Polêmicas do Carnaval


Fonte: O Dia na Folia

Todo ano algum carnavalesco é envolvido numa polêmica por causa de detalhes de seu desfile. Muitos trabalhos acabam sendo censurados por causa disso, pois, para evitar transtornos a escola opta por abafar o caso.
A polêmica da vez é o carro alegórico que simboliza o Holocausto e será apresentado por Paulo Barros na Unidos do Viradouro. O enredo da agremiação de Niteroí trata das várias sensações que causam arrepios nas pessoas. A cena com vários corpos nús tem constrangido a comunidade judaíca no Brasil, que tem solicitado a retirada da alegoria do desfile.
Fica aquela dúvida: Até que ponto a interferência de terceiros deve afetar o trabalho apresentado por uma escola de samba?

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Imagem do Dia

Daniel Faria
Mais uma passagem por Sampa, mais uma imagem pra guardar -- Igreja da Consolação -- tarde chuvosa, igreja na penumbra, efeitos de luz e sombra.

domingo, janeiro 27, 2008

Imagens do Carnaval





Christophe Simon/AFP




sexta-feira, janeiro 25, 2008

Imagem do Dia

Danilo Verpa/Folha Imagem
São Paulo é tudo de bom!!!

Rir é o melhor remédio!!!

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Imagens de Ontem


Publius Vergilius/UOL
Império Serrano 2007 - Melhor desfile da escola da Serrinha nos últimos tempos, mas infelizmente o rebaixamento foi o único consolo pros imperianos.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Imagem do Dia


AFP
A vida é assim: Num dia a gente caí, no outro voa, mas o mais importante é sacodir a poeira e dar a volta por cima.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Caubois na Passarela


Alexandre Schneider/UOL


Depois do diretor Ang Lee dismitificar a imagem do cauboí viril e machão no filme O Segredo de Brokeback Mountain. Quem resolveu dar seu toque ao estilo rude dos homens do campo foi o estilista Alexandre Herchcovitch, que em sua coleção para o próximo inverno trouxe caubois trajando calças ousadas, peças na cor rosa, transparências e aplicações de franjas em calças de couro e ponchos.

Imagens da Moda



Alexandre Schneider/UOL


Muito legal a locação escolhida pela Ellus pra lançar sua coleção de inverno 2008 (Estação Júlio Prestes do Mêtro). As fotos me lembram o filme Warriors (Selvagens da Noite) com uma pitada extra de glamour. Gostei dos coturnos apresentados pelos modelos masculinos e também das sacolas.

domingo, janeiro 20, 2008

Às Margens do Tietê


Alexandre Schneider/UOL

A Cavalera lançou sua coleção para o próximo inverno às margens do Rio Tietê. Olhando friamente me parece que a surpresa do desfile se deu mais por conta da escolha do ambiente (inusitado) do que pelas roupas apresentadas.