Daniel Faria - Baianas do Império de Casa VerdeNem vou entrar no detalhe de cada uma, pois, é preciso muito relato histórico para exemplificar a diversidade e a pluralidade que envolve os desfiles da cada um dos estados citados anteriormente.
A única coisa que pretendo dizer é que o carnaval de São Paulo, o qual só comecei a acompanhar, em 1997, (...) este ano conquistou em definitivo a minha simpatia e admiração. Ver as escolas de samba de perto foi uma experiência inesquecível e muito prazerosa.
Não dizer que o Vai Vai era a favorita é burrice, a agremiação veio com uma força avassaladora, um verdadeiro rolo compressor. A Mocidade Alegre tinha o melhor samba – a melhor fusão entre duas obras, que já ouvi. Já a Rosas de Ouro trouxe um momento mágico pra avenida, com carros de muito bom gosto -- lindos de se admirar por horas.
A Vila Maria desfilou de forma gigantesca, mas acho que ainda falta melhorar a comunicação com o público. Quem já pisou na avenida sabe que é importante a troca entre componente e arquibancada. Em resumo, essa troca é o que empolga as arquibancadas.
As escolas têm dois trunfos (cartas na manga) ou são entidades respeitadas e veneradas, ou são comunicativas e simpáticas. No time das entidades veneradas estão: o Vai Vai, a Nenê de Vila Matilde, o Gaviões da Fiel e a Mancha Verde. Já no time do “salve simpatia” estão: a Rosas de Ouro, a Águia de Ouro e até o Camisa Verde e Branco, que mesmo sendo uma escola tradicional, tem mais força em seu chão, do que no poder de impressionar com alegorias e fantasias estonteantes.
A divulgação do resultado -- a famosa abertura dos envelopes -- mostrou que o carnaval de São Paulo está super equilibrado. A “surpresa” foi a presença da Tom Maior, entre as campeãs. A escola teve muita competência (apresentou um desfile técnico). Mas, contou também com o fator sorte, pois se o Império de Casa Verde não tivesse tido tantos problemas com as alegorias, com certeza a vaga entre as cinco primeiras seria do tigre.
Parafraseando Leci Brandão, foi um carnaval divisor de águas. Mas, em minha concepção e diante de minhas observações, o que mudou não foi só tamanho dos carros. As fantasias das alas foram mais bem elaboradas. Sendo que muitas eram de fácil compreensão, que é uma característica importante para o entendimento da mensagem.















































