Depois de uma temporada ausente do blog -- Estou de volta ao Tenho Ditto e trago hoje no 'Sobe Som' uma música que curto bastante da Tina Turner - Help -- Canta muitooo...!!!...
A moda prática de Mario Queiroz -- Sou fã do trabalho dele... Ele sempre consegue atualizar o figurino masculino sem fazer com que os homens percam sua identidade...
Na próxima sexta-feira (26) irá começar na ilha de Tupinambarana a 44ª edição do Festival Folclórico de Parintins. Na arena os bois Garantido e Caprichoso irão travar um animado e místico duelo.
Entre as atrações de cada noite estão as representações dos rituais de cura xamanístico. Para isso, cada bumba com o seu pajé usa e abusa dos efeitos cenográficos, dos figurinos e das teatralizações. A cada festival os grupos revivem os rituais das várias tribos que habitam ou habitaram a floresta Amazônica.
O boi Garantido irá representar esse ano o ritual Kambô que é o nome dado a uma espécie de rã que vive nas matas e possui poder de cura. Encontrei no Youtube o video com a toada (música que faz a narrativa do que está sendo encenado pelos integrantes do boi) e também o link para o site do Instituto Shamanico Águia de Fogo, na página alguns detalhes bem interessantes sobre a lenda e o uso medical do kambô.
Garantido 2009 - Kambô - Fanmade by swapiroARTS
A rã verde - Phyllomedusa bicolor
Conta uma lenda, que os índios da aldeia estavam muito doentes e de tudo havia feito o Shaman Kampu para curá-los. Todas as ervas medicinais que conhecia foram usadas, mas nenhuma livrara seu povo da agonia. Kampu então se embrenhou na floresta e sobre o efeito da Ayahuasca recebeu a visita do grande Deus.
Este trazia nas mãos uma rã, da qual tirou uma secreção esbranquiçada, cuja aplicação nos enfermos ensinou como deveria ser feita. Voltando à tribo e seguindo as orientações que havia recebido, o Pajé Kampu pode curar seus irmãos índios. Depois, com sua morte, o espírito do Kampu passou a habitar no sapo e os índios passaram a utilizar a sua secreção para se manter ativos e saudáveis.
O kambô é uma rã Amazônica cuja secreção é um antibiótico natural poderoso capaz de combater e eliminar distúrbios no ser humano, elevando o sistema imunológico.
Médicos que já tomaram e pesquisaram o Kambô dizem e acreditam que ela possa ser eficaz no tratamento que vai do Câncer à AIDS, e qualquer outro tipo de distúrbio crônico ou não, pois ela atua como um reforçador do sistema imunológico destruindo as membranas celulares das bactérias.
O Kambô é um remédio indígena e para os pajés a doença é um espírito negativo que combate a pessoa. O índio toma o Kambô para afastar o inimigo, também para tirar o desânimo, falta de vontade para caçar, namorar, má sorte, tristeza, fraqueza mental, espiritual, física, baixa estima e desarmonia com a natureza.
Na floresta Amazônica esse remédio é indicado porque traz felicidade para quem a toma, como também, para trazer sorte ao caçador que anda com má sorte. Quando se toma o Kambô a caça se aproxima curiosamente do caçador; pois quem a toma emite um tipo de luz verde, e é isso que faz a caça se aproximar. Também serve para desentupir as veias do coração fazendo circular a emoção, o sentimento e o amor.
Uso Tradicional
Tomar a vacina do sapo é uma prática antiga com fins medicinais, muito difundida entre os povos indígenas do Brasil e do Peru. A "medicação" consiste em uma secreção cutânea retirada da rã Kambô (Phyllomedusa bicolor). A finalidade mais procurada é "tirar a panema", ou seja, afastar a má sorte na caça e com as mulheres. Existem variações nos rituais e nomes dados ao sapo verde. Na história antiga dos Kaxinawás, o sapo kampu (nome utilizado pelo povo Kaxinawá), era o chefe do "nixi pëi", bebida preparada com o cipó Banisteriopsis caapi (mesmo cipó que produz a Ayahuasca).
Já os Katukinas, nunca os matam, pois dizem que poderão ser picados por cobras, onde a vacina é o veneno retirado do sapo kambô. Para os Ashaninkas, quando o sapo wapapatsi canta perto da casa, o dono tem que apanhá-lo, queimar os pulsos e dormir. Bem cedo, tem de preparar um mingau bem forte e bater nas costas do sapo, para ele soltar o veneno que será passado sobre a pele. Entretanto, o remédio somente terá resultado, se o caçador seguir as regras.
A vacina do sapo é considerada um remédio para muitos males pelas populações indígenas da floresta Amazônica, curando desde amarelão até dores em geral. Hoje, a vacina do sapo é utilizada também por seringueiros e vem sendo aplicada por alguns curandeiros nas cidades de Cruzeiro do Sul/AC e Rio Branco/AC.
O efeito da vacina do sapo é curto, porém muito forte: "uma forte onda de calor, que sobe pelo corpo até a cabeça. A dilatação dos vasos sanguíneos parece provocar uma circulação mais veloz do sangue, deixando o rosto vermelho e, em seguida a pessoa fica pálida, a pressão baixa, podendo provocar náuseas, vômito e/ou diarréia. Durando cerca de 15 minutos. Sensação desagradável, que aos poucos retorna a normalidade, e a pessoa se sente mais leve, como se tivesse feito uma boa limpeza, causando uma maior disposição".
Pesquisa internacional
Pesquisas científicas vem sendo realizadas sobre as propriedades da secreção da Phyllomedusa bicolor desde a década de 80. O primeiro a "descobrir" as propriedades da secreção para a ciência moderna, foi um grupo de pesquisadores italianos. Amostras das rãs foram levadas do Peru por um pesquisador para os EUA. (Pesquisador que já tinha pesquisado e patenteado anteriormente substâncias da rã Epipedobates tricolor, utilizada tradicionalmente pelos povos indígenas do Equador).
Também foram publicadas pesquisas sobre as propriedades da secreção por pesquisadores franceses e israelitas. Mais recente, a Universidade de Kentucky (EUA) está pesquisando (e patenteando) uma das substâncias encontradas na secreção do sapo em colaboração com a empresa farmacêutica Zymogenetics.
Diversos laboratórios internacionais já estão interessados no veneno do kambô para desenvolver um medicamento que pode levar à cura do câncer.
Resultados surpreendentes
As pesquisas revelaram que a secreção do Phyllomedusa bicolor contém uma série de substâncias altamente eficazes, sendo as principais a dermorfina e a deltorfina, pertencentes ao grupo dos peptídeos. Estes dois peptídeos eram desconhecidos antes das pesquisas com o Phyllomedusa bicolor. Dermorfina é um potente analgésico e deltorfina pode ser aplicada no tratamento da Ischemia. (um tipo de falta de circulação sanguínea e falta de oxigênio, que pode causar derrames). As substâncias da secreção do sapo também possuem propriedades antibióticas e de fortalecimento do sistema imunológico e ainda revelaram grande poder no tratamento do mal de Parkinson, AIDS, câncer, depressão e outras doenças. A Deltorfina e Dermorfina hoje estão sendo produzidos de forma sintética pelos laboratórios farmacêuticos.
Doenças combatidas pelo kambô
O medicamento vem sendo desenvolvido e mostrado bons resultados nas pessoas que se encontram com dores e inflamação em geral: musculares, coluna, ciática, artrite, reumáticas, tendinite, enxaqueca e outros. Cansaço nas pernas, dor de cabeça crônica, asma, bronquite, rinite, sinusite, acne, alergias, gastrite, úlcera, diabetes, pressão arterial, obesidade, problemas circulatórios, formigamento, retenção de líquido, colesterol, cateterismo, doenças do coração em geral, hepatite, cirrose, malária (aguda) e pós malária, labirintite, epilepsia, TPM, irregularidades menstruais, infertilidade, impotência, redução da libido, depressão e suas conseqüências, ansiedade, insônia, irritação, insegurança, nervosismo, medo, stress, fadiga, sistema nervoso abalado, esgotamento físico, mental, emocional, desintoxicação, dependência química e tabagismo são algumas das possíveis doenças tratadas pela Vacina do Sapo.
A reação da vacina dura cinco minutos. Nesse tempo ocorrem limpeza no campo físico, energético, emocional e espiritual.
Após cinco minutos a sensação é de limpeza, leveza, tranqüilidade, bem estar, paz interior e conscientização do desequilíbrio ou distúrbio a ser tratado. Depois de 30 minutos da aplicação, a pessoa já está apta para suas atividades normais.
O kambô é indicado para qualquer tipo de pessoa que tenha algum tipo de distúrbio ou desequilíbrio. Purifica o sangue e trata todos os processos agudos e crônicos do organismo. É também indicado para pessoas que aparentemente não apresentam nenhum sintoma, mas busca se conhecer e imunizar o corpo. Atua na percepção, intuição nos sonhos, 3ª visão, no inconsciente e nos bloqueios que impedem o fluxo da energia vital. Há contra-indicação no caso de mulheres grávidas e no ciclo menstrual, já que pode causar hemorragias, devido à dilatação dos vasos sangüíneos, assim como em crianças menores de dez anos.
Aplicação é indolor e os efeitos imediatos
A coleta da substância da rã é feita sem machucá-la, no tempo certo e na lua certa. Conhece-se o animal pelo canto. Logo que a secreção é retirada, ele é devolvido a mata. Após seis meses a rã pode ser reutilizada.
Na aplicação não utilizam-se agulhas. São feitos os pontos para introduzir a vacina no organismo com um cipó em brasa (lembra um incenso), fazendo uma leve escamação na pele, em contato com a pele, retira um pedaço pequeno, deixando a circulação exposta, onde é aplicada a substância. O cipó usado é anti-inflamatório e após a aplicação não é necessários cuidados especiais, pois a cicatrização dos pontos é rápida. O tratamento é composto de três aplicações com intervalo de 30 dias para cada aplicação.
A aplicação diferencia do sexo, nas mulheres, os pontos são feitos na batata (paturrilha) da perna. Nos homens são feitos no braço.
Fonte: Instituto Shamanico Águia de Fogo http://www.shamanismo.com/pt/kambo.php
O grande barato da MODA é a possibilidade de se divertir com ela, não dá pra ser escravo do que é ditado por ela. A MODA deve ser encarada como uma referência para atualização, como conteúdo histórico e de expressão de uma década, século ou milênio, mas nunca como uma razão reducionista de ser -- até porque -- as tendências passam e a gente fica... Risos
CARACA...!!!... Essa é a melhor edição do 'Sobe Som' de todas que fiz até o presente momento, pois acabo de encontrar duas pérolas que ouvia pra caramba nas minhas surradas fitas K7.
Com o tempo joguei as fitas fora, até porque, as ouvia, em 1992, mas como era praticamente um pré-adolescente nem me dava conta de guardar o nome dos cantores e grupos.
Desde que entrei para o WWW, vira e mexe estou fuçando em sites, principalmente no Google atrás de uma pista que me levasse a esse reencontro e hoje finalmente acertei na mosca...
A música que eu mais procurava na vida era Movin' Up and Down, ela foi a trilha sonora de um final de semana muito legal que tive naquele ano...
A escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel sempre gostou de usar a tecnologia a seu favor. Nos idos tempos da década de 1990 (tempos da vaca gorda) a agremiação abusava dos efeitos de iluminação e neon.
Para não perder a tradição, a verde e branco de Padre Miguel depois de convidar os torcedores a participarem da divulgação do enredo 2010, em seu barracão na Cidade do Samba, agora coloca a disposição de todos uma enquete em seu site. A ideia é que os internautas e admiradores da escola ajudem na escolha do nome do enredo para o próximo carnaval. Entre as opções estão:
"Viagens em busca do Paraíso"
"Caravanas, caravelas, utopias: viagens em busca do Paraíso"
"Do Paraíso de Deus ao Paraíso da Loucura, cada um sabe o que procura"
"Seguindo a luz da Estrela Guia, a Mocidade vai te levar ao Paraíso da Alegria"
Beija-Flor 2010 - "Brilhante ao sol do novo mundo, Brasília do sonho à realidade, a capital da esperança" Pela sinopse vem aí mais um desfile a la Beija-Flor... Luxuoso, Mistico, Rústico, Viajante e Competitivo...
O primeiro carnaval desenvolvido dentro dos moldes da crise econômica parece que está deixando suas marcas nas opções de enredos propostos por parte das agremiações de São Paulo.
Coincidência ou não... Leandro de Itaquera, Mancha Verde, Vai-Vai e Nenê de Vila Matilde (Grupo de Acesso) optaram por enredos autorais baseados em pesquisas dentro de seus acervos, o que torna o processo de produção mais enxuto, principalmente no momento da pesquisa e desenvolvimento do tema. O Vai-Vai ainda vai fazer um gancho entre seus 80 anos de fundação e os 80 anos das Copas do Mundo.
A X-9 Paulistana depois de passar uma temporada narrando temas ligados a preservação do Meio Ambiente, dá uma guinada e busca em terras lusitanas inspiração para o seu próximo carnaval.
Depois de tropeçar, em 2009, contando a história do dinheiro, a Vila Maria tenta se reerguer desenvolvimento um enredo sobre a indústria... [Não deixa de ser uma boa estratégia de marketing para fazer crescer a confiança no setor que é o responsável por boa parte do PIB do país].
A Rosas de Ouro vem beliscando o título a cada ano e fazendo desfiles históricos. Se fosse possível pegar uma escola de samba e tranferi-lá para o Rio de Janeiro, minha escolhida seria a Rosas. O trabalho do carnavalesco Jorge Freitas só tem crescido a cada desfile. Para 2010, a proposta da escola é contar a história do cacau -- produto base do chocolate.
De volta ao Grupo Especial, o Imperador do Ipiranga aposta no tema medicina. [O mesmo tema foi desenvolvido pelo Vai-Vai no carnaval deste ano, mas as escolas sempre dão um jeito nisso... Risos]
A Tom Maior está de carnavalesco novo, agora é a vez do polonês Roberto Zsaniecki. O artista será o responsável por transformar em alegorias, esculturas, fantasias e adereços os 50 anos de Brasília.
Para fechar o primeiro tour pelos enredos paulistanos, agora é a vez de falar da Mocidade Alegre... A atual campeã vai narrar a história do espelho, desde a criação do homem, enquanto, imagem e semelhança de Deus até o sonho da eterna juventude...
Das 14 agremiações do Grupo Especial de São Paulo, cinco ainda não anunciaram seus enredos. Entre elas, as titãs Império de Casa Verde (que deve vir pra 2010 com sangue nos olhos, por causa do último carnaval) e os Gaviões da Fiel, que dispensam comentários -- a massa corinthiana.
Acadêmicos do Salgueiro -- Gutemberg -- O pai da prensa...
Mocidade Independente de Padre Miguel
Imperatriz Leopoldinense
Porto da Pedra
União da Ilha do Governador
Beija-Flor
Grande Rio
Aos poucos o Carnaval 2010 vai ganhando forma...
O enredo mais disputado da temporada é a homenagem aos 50 anos de Brasília, mas a concorrência já é coisa do passado até porque as interessadas não agradaram os patrocinadores que definiram critérios "empresariais" e optaram pela Beija-Flor [única entre as cinco mais bem colocadas no ranking da Liesa, que está disposta a encarar essa demanda].
Os Acadêmicos do Salgueiro vão defender o bicampeonato contando a história do livro, a Imperatriz Leopoldinense tenta acertar o passo recorrendo as religiões, a Estação Primeira de Mangueira irá fazer um mergulho em seu legado musical para o país.
Depois de uma temporada de enredos patrocinados e que nem sempre funcionam, as agremiações tentam retomar o carnaval autoral. Seguindo essa tendência a Vila Isabel olha para o próprio umbigo e irá cantar Noel Rosa - o compositor símbolo do bairro de Vila Isabel.
A Mocidade Independente de Padre Miguel [sou fã] nos levará a visitar os vários paraísos. O enredo começa em Adão e Eva e deve terminar nos famosos paraísos fiscais. [O enredo não é novo, visões de paraísos já foram apresentadas na Sapucaí, mas nada que uma nova roupagem: estética, cenográfica, musical e lúdica não resolva.
O mundo da moda é a opção da Porto da Pedra que terá até camiseta oficial assinada por um estilista. A Unidos da Projaquinha [Grande Rio] vai homenagear os 25 anos da Sapucaí e os 20 anos do camarote de uma famosa cervejaria [Super curioso para ver o descascar desse abacaxi... Risos].
A União da Ilha do Governador está de volta ao Grupo Especial e quem comanda a azul, vermelho e branco e a professora [Rosa Magalhães] a proposta da carnavalesca é a Espanha apoiada no personagem Dom Quixote de La Mancha do escritor Miguel de Cervantes.
A cantora Nicole Scherzinger do grupo Pussycat Dolls estrelando um comercial de xampú. Confesso que não prestava atenção nas cinco beldades, só parei pra conferir um videoclip a partir da música Hush, Hush...
Pussycat Dolls - Jai Ho -- Que está na trilha do filme Quem Quer Ser Um Milionário.
Achei as três propostas de enredo bem interessantes, porém o único realmente surpreendente é o que conta a história das bonecas, devido ao fato de nunca ter visto o tema ser tratado de forma isolada. Os outros dois não trazem muita novidade, mas são apropriados ao carnaval pela sua importância histórica, econômica, estética e cultural respectivamente.
Achei meio estranha essa fala do Lula, pois, nem sempre fazer comparações em determinados momentos passa uma ideia de otimismo, podendo até piorar as coisas para quem ouve e/ou espera um "posicionamento" perante o assunto em debate...
A grande questão agora é escolher um samba de enredo adequado ao tema... Será que dessa vez a escola consegue surpreender um pouco como nos bons tempos...???...